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Fórum Mundial de Ciência inicia debates no Rio

Evento

Em cerimônia de abertura, autoridades destacam cooperação entre países para alcançar desenvolvimento sustentável
por Portal Brasil publicado: 25/11/2013 08h46 última modificação: 30/07/2014 00h59

 

A necessidade de cooperação entre os países e de diálogo entre as diferentes áreas do conhecimento marcou as falas da abertura do Fórum Mundial de Ciência (FMC), na noite deste domingo (24). O evento tem como tema “Ciência para o desenvolvimento sustentável global”. A cerimônia, no Rio de Janeiro, teve a presença representantes do poder público e da comunidade científica nacional e internacional.

Em seu pronunciamento, o ministro da Ciência,Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, destacou o avanço da ciência brasileira nas últimas décadas e a contribuição que o País poderá prestar às discussões em torno do tema sustentabilidade. Para o ministro, o desenvolvimento sustentável global almejado deve levar em conta não só a vertente econômica, mas também a ambiental e social.

“Sem a ciência não será possível atender essas três dimensões da sustentabilidade. Por isso, acreditamos que a ciência, como um instrumento de desenvolvimento econômico, social e ambiental sustentável para as nações do mundo, contribui decisivamente para finalmente construirmos um mundo produtivo, equitativo e não destrutivo”, afirmou Raupp.

Na opinião do ministro, o Brasil tem utilizado um modelo que contempla as três áreas.  “No campo social, especificamente, a ascensão de pessoas que estavam na extrema pobreza para a classe média é um exemplo de como as tecnologias sociais podem ser utilizadas em benefício da sociedade”, exemplificou.

“Na questão ambiental temos usado todos os recursos para preservar o meio ambiente. Para controlar o desmatamento na Amazônia e fazer o monitoramento daquelas áreas utilizamos muita ciência e tecnologia”, acrescentou Raupp.

O presidente da Academia de Ciências da Hungria, József Pálinkás, destacou o cenário em que a ação humana avança sobre os recursos naturais e muda o ambiente em escala global. “Nosso mundo se tornou globalizado e perto do epicentro [está o fato de que] o desenvolvimento sustentável se tornou necessariamente global, e desenvolvimento global só pode ser atingido por um caminho sustentável", afirmou.

“Devemos ouvir a sociedade, a indústria, os legisladores e tomadores de decisão pensam que a ciência deveria oferecer para o enfrentamento desses desafios”, aconselhou Pálinkás.

Mensagem

Em mensagem gravada, o presidente da Hungria, János Áder, resumiu o desafio com uma máxima do cientista Dennis Gabor (1900-1979), seu conterrâneo: “Até hoje o homem vem enfrentando a natureza. Agora ele terá que enfrentar sua própria natureza”.

A missão que temos pela frente, avaliou, é evitar o colapso da nossa civilização. “Os cientistas devem dar uma chance ao futuro, e o fórum pode ajudar nisso”, disse.

Já o vice-presidente da República, Michel Temer, mostrou-se entusiasmado  com o debate sobre a contribuição da ciência nas áreas de humanas e com a  realização do fórum no Brasil, após as cinco edições realizadas em Budapeste (Hungria). “Isso representa a internacionalização da ciência, num momento em que todas as questões estão globalizadas”, observou. “Uma discussão como essa vai ter repercussão benéfica em todos os países que integram esse encontro”, disse. “Escolher o Brasil foi a revelação de que o nosso país está também avançado científico e tecnologicamente, o que permitiu muito a inovação do nosso sistema”, lembrou o vice-presidente.

Na avaliação do presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis, a ocorrência do evento internacional na capital fluminense coloca o Brasil numa posição de destaque e de grande responsabilidade. “Vamos ter que  fazer propostas e recomendações para a sustentabilidade global, mas com inclusão, porque deixar muita gente de fora não é vantagem e não é viável”, comentou.

“Esse foco da sustentabilidade com inclusão social é muito a cara do Brasil. Eu tenho muito orgulho de estar envolvido num fórum tão importante no qual nós vamos chegar a conclusões objetivas visando ao nosso futuro, com inclusão e redução ou extinção da pobreza”, concluiu Palis.

Fonte:

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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