Você está aqui: Página Inicial > Ciência e Tecnologia > 2013 > 11 > Universidade chilena fortalece parceria com o Brasil

Ciência e Tecnologia

Universidade chilena fortalece parceria com o Brasil

Pesquisa científica

Visita ocorreu nos 18 e 19 de novembro, com apresentação de pesquisas e passagem pelos laboratórios das instituições brasileiras
por Portal Brasil publicado: 25/11/2013 14h00 última modificação: 30/07/2014 00h59

Aprimorar o processo de transformação de biomassa em energia foi um dos motivos que fez o professor Robinson Betancourt, da Universidad de La Frontera del Chile, (UFRO) conhecer os trabalhos desenvolvidos pela Embrapa Agroenergia (Brasília, DF) e pela Universidade de Brasília (UnB). A visita ocorreu nos 18 e 19 de novembro, com apresentação das pesquisas e visitas aos laboratórios das instituições brasileiras.

A Embrapa e a UFRO tem um contrato de cooperação que visa o intercambio de estudantes e pesquisadores. Alexandre Cardoso, articulador internacional da Embrapa Agroenergia explica que nessa cooperação os primeiros passos serão a vinda de alunos chilenos para atuarem nos laboratórios da Unidade sob a co-orientação dos pesquisadores e, em alguns momentos, com a participação da UnB. No inicio deste ano, o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Manoel Sousa e a pesquisadora Simone Fávaro estiveram no Chile e agora o professor chileno veio conhecer as instalações e as linhas de pesquisa das instituições brasileiras.

Anteriormente, o Chile trabalhava com a Espanha e Estados Unidos e agora busca parceria com o Brasil para utilizar de forma eficiente a matéria-prima no processo de geração de energia. “Nosso foco agora é fortalecer parcerias com países da América do Sul, como o Brasil por vários aspectos: proximidade, custo para articulação de projetos em comum além da questão edofaclimática”, conta Robinson Betancourt.

Além da biomassa florestal e agrícola, o País também utiliza as microalgas para a produção de biocombustíveis. “As microalgas produzem produtos muito importantes, como  proteínas, biogás e biodiesel”, diz Betancourt. No Chile as microalgas são cultivadas no Norte do País, onde há Sol em grande parte do ano. “Já tivemos pesquisas com essa matéria-prima em parceria com a Espanha, que é referência no tema, esclarece o professor..

No Brasil também são feitas pesquisas com microalgas. Uma delas é o projeto Algavin, que em uma rede de pesquisa envolvendo instituições de várias regiões, busca aproveitar a vinhaça, que é um resíduo das usinas de cana-de-açúcar para produção de microalgas. O projeto é liderado pelo pesquisador da Embrapa Agroenergia, Bruno Brasil.

Programação

Além da visita à Embrapa Agroenergia, o professor também conheceu os trabalhos do curso de Engenharia de Energia da UnB, que também pesquisa o uso da biomassa. Dentro desse uso energético, um dos trabalhos desenvolvidos é a gaseificação, uma reação termoquímica que transforma a biomassa em gás que pode ser usado para geração de energia elétrica.  Augusto Brasil, professor desse Curso, conta que um dos resíduos da gaseificação é o alcatrão. “Nossa pesquisa é tentar reduzir o nível de alcatrão produzido nessa reação e se não conseguirmos eliminar completamente  o alcatrão da reação, tentar descobrir o que fazer com esse subproduto.” O Instituto de Química da UnB tem pesquisas para  encontrar estas soluções.

O que enriqueceu a participação da UnB nesta cooperação, diz Alexandre Cardoso, foi a proposta de participação de estudantes da Universidade desenvolvendo trabalhos de pós-graduação em projetos da Embrapa. “Para nós, fortalecer a interação dos centros da Embrapa com a academia é fundamental”, acredita Cardoso.

Para o professor da UnB a parceria entre as instituições brasileiras e a chilena irá enriquecer os trabalhos em energias renováveis a partir da biomassa. “A Universidade de La Frontera desenvolve pesquisas em várias áreas de bioenergia e tem o complemento de microalgas. A UnB trabalha na geração de energia e a Embrapa sabe muito de biomassa como vetor energético. As três instituições são complementares”, finaliza Augusto Brasil.

Fonte:

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Embrapa pesquisa melhoramento genético da batata
Para falar sobre o assunto, o programa Conexão Ciência entrevistou o pesquisador da Embrapa, Arione Pereira
Banco genético da Embrapa recebe coleção de batatas peruanas
Local abriga coleções de plantas, animais e microrganismos mantidas por instituições parceiras do Brasil e de outros países
Jovem brasileiro se prepara para viagem ao espaço
Treinamento de Pedro Nehme, o primeiro brasileiro civil a ir ao espaço, já começou. Voo suborbital está previsto para o fim do ano
Para falar sobre o assunto, o programa Conexão Ciência entrevistou o pesquisador da Embrapa, Arione Pereira
Embrapa pesquisa melhoramento genético da batata
Local abriga coleções de plantas, animais e microrganismos mantidas por instituições parceiras do Brasil e de outros países
Banco genético da Embrapa recebe coleção de batatas peruanas
Treinamento de Pedro Nehme, o primeiro brasileiro civil a ir ao espaço, já começou. Voo suborbital está previsto para o fim do ano
Jovem brasileiro se prepara para viagem ao espaço

Últimas imagens

Reagentes do teste estão em produção e serão distribuídos para centros de pesquisa e laboratórios do País
Reagentes do teste estão em produção e serão distribuídos para centros de pesquisa e laboratórios do País
Divulgação/Fiocruz
Satélite deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016
Satélite deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016
Divulgação/Finep
Melhores classificados representarão o Brasil nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2017
Melhores classificados representarão o Brasil nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2017
Divulgação/MCTI
Pesquisadora Rose Monnerat diz que bioinseticida pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti
Pesquisadora Rose Monnerat diz que bioinseticida pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti
Divulgação/Embrapa
Radares Atlas e Adour foram modernizados
Radares Atlas e Adour foram modernizados
Divulgação/AEB

Governo digital