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Ciência e Tecnologia

Nova espécie de levedura pode acelerar a produção de etanol

Pesquisa

Descoberta pode representar um avanço considerável diante de entraves tecnológicos na produção do combustível
por publicado: 20/12/2013 17h28 última modificação: 30/07/2014 01h00

Transformar biomassa em combustível dá trabalho. No caso da cana-de-açúcar, principal matéria-prima estudada para esse fim no Brasil, são necessários processos que quebrem a biomassa ligonocelulósica em açúcares simples, fermentáveis. A solução para tais dilemas biotecnológicos pode residir na biodiversidade brasileira.

Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) encontraram, no trato intestinal de larvas do besouro crisomelídeo, uma nova espécie de levedura do gênero Pseudozyma capaz de metabolizar açúcares de cinco carbonos e de secretar uma enzima de interesse, xilanase, em grande quantidade.

As operações que transformam a biomassa ligonocelulósica em açúcares simples são executadas por sofisticados complexos enzimáticos, obtidos a partir de diversos tipos de microorganismos. Quando tudo dá certo, ainda é preciso lidar com cerca de 20 a 35% dos polímeros formados que tendem a ser rejeitados pelas leveduras industriais, diminuindo drasticamente a rentabilidade do etanol produzido.

A classe da enzima produzida pela Pseudozyma brasiliensis sp.nov, nome proposto para a nova espécie, tem alto potencial biotecnológico. Ela poder ser usada na degradação da fibra do bagaço da cana para a conversão de etanol de segunda geração, bem como na indústria de papel, alimentícia e de ração animal. Também serve à produção de xilitol e xilooligossacarídeos.

A pesquisadora Juliana Velasco de Oliveira, do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE, pertencente ao CNPEM), explica que a atividade xilanolítica da P. brasiliensis foi cerca de 20 vezes superior a do Aspergillus niger, fungo notoriamente reconhecido pela expressão desse tipo de enzima. “A xilanase desta levedura, denominada PbXynA, possui uma atividade específica maior que a de qualquer outra similar já descrita”, informa. Esse fato pode representar um avanço considerável em um dos principais entraves tecnológicos da produção de etanol de segunda geração, que é a construção de coquetéis enzimáticos eficazes na degradação da biomassa.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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