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Ciência e Tecnologia

Biblioca Digital do Cerrado irá reunir informações do bioma

Conservação

Ibict/MCTI e Jardim Botânico de Brasília articulam ações em prol da preservação. Portal deve estar disponível até o final do ano
por Portal Brasil publicado: 24/01/2014 15h39 última modificação: 30/07/2014 01h33

Representantes do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Ibict/MCTI) e do Jardim Botânico de Brasília (JBB) estão discutindo os detalhes da construção da futura Biblioteca Digital do Cerrado. A iniciativa faz parte do projeto Saberes do Cerrado, do Ibict, que visa reunir o conhecimento produzido sobre o bioma e contribuir para a sua preservação.

Unidade de conservação ligada à Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Governo do Distrito Federal, o JBB localiza-se na região administrativa do Lago Sul (DF). Dos cinco mil hectares de área, 4,5 mil de reserva ecológica são destinados à pesquisa e preservação e 500 hectares ficam abertos para a visitação pública.

Além de abrigar um orquidário e diversas coleções de plantas vivas, a instituição realiza atividades educativas, conta uma revista impressa e possui um herbário formado por 30 mil plantas secas, que são organizadas em um sistema, por ordem alfabética de família, gêneros e espécies e são mantidas em instalações apropriadas para a conservação.

De acordo com a analista do Ibict e coordenadora do projeto Saberes do Cerrado, Fátima Tavares, a iniciativa é composta por quatro vertentes. A primeira visa estruturar, sistematizar e organizar essas informações na biblioteca digital. A expectativa é que o portal, que deve estar disponível até o final do ano, tenha um papel estratégico na manutenção da memória institucional do Jardim botânico e funcione como instrumento para o acesso à informação pelo público em geral.

Inovação

O ‘Saberes do Cerrado’ começou a ser articulado em agosto do ano passado e prevê ações como o desenvolvimento de metodologias educativas na área ambiental, uma pesquisa sobre o impacto da urbanização sobre a área do Jardim Botânico, além da utilização de tecnologias para disseminar informações em novos formatos e linguagens.

Por meio de aplicativos, a serem desenvolvidos em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), o usuário poderá ter acesso à informação sobre pesquisas e estudos produzidos na unidade. Um jogo eletrônico para dispositivos móveis voltado ao público infantil e um aplicativo para controle de incêndios estão entre as novidades.

A expectativa, conta Fátima, é inserir a população no ambiente do Jardim Botânico, usando tecnologias inovadoras e propiciando acesso a conteúdos tecnocientíficos, que são normalmente depositados em acervos especializados e acessados somente por pesquisadores.

“É um projeto complexo, que busca trabalhar a relação entre sistematização de informação e práticas ligadas à sustentabilidade urbana”, resume. “O Cerrado é um bioma que necessita de ações e, no caso do Distrito Federal, vem sendo ameaçado pela própria urbanização”.

Expansão

Segundo a coordenadora do projeto, a intenção é a de que esse piloto sirva de modelo para a reprodução em outros biomas. “A perspectiva é possibilitar novas formas de acesso a esses conteúdos organizados em bases informacionais e, ao mesmo tempo, pensar a questão da informação para os problemas de sustentabilidade das cidades."

Fátima lembra que a ação caminha em conjunto com outras iniciativas governamentais que visam digitalizar os herbários do País. A proposta também integra o projeto do Jardim Botânico de criação de um Centro de Excelência do Cerrado, que atuará como difusor de informações sobre o bioma como um todo, além da área do Distrito Federal. 

“A biblioteca é o ponto chave e vai ser um centro de coleta e de divulgação das informações sobre o Cerrado, onde várias pessoas - não só cientistas, pesquisadores, ou mesmo curiosos que tem o estudo do Cerrado como hobby – mas também estudantes e professores vão poder conhecer e usar esse material mais elaborado e científico em sala de aula”, reforça a superintendente da área tecnocientífica do JBB, Vânia de Araújo Soares.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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