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Ciência e Tecnologia

Diretora do Ibict fala sobre os desafios de sua gestão

Balanço

Instituto tem sido demandado pelos diversos segmentos da sociedade, todos em busca de competência em informação
por Portal Brasil publicado: 10/01/2014 17h48 última modificação: 30/07/2014 01h33
Divulgação/CNPq Cecília é graduada em letras, com mestrado e doutorado em ciências da informação, todos pela UNB

Cecília é graduada em letras, com mestrado e doutorado em ciências da informação, todos pela UNB

Conscientizar a sociedade sobre a importância da informação científica e tecnológica para o desenvolvimento do País e demonstrar a presença da ciência e da tecnologia no dia a dia do cidadão estão entre os principais desafios da nova diretora do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict/MCTI), Cecília Leite Oliveira.

Com graduação em letras licenciatura plena, mestrado e doutorado em ciências da informação, todos pela Universidade de Brasília (UnB), a nova titular do instituto tem experiência no uso das novas tecnologias para solução informacional nos diversos campos de atuação da área em que se pós-graduou.

Pesquisadora da Embrapa Informação Tecnológica, Cecília foi cedida ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para atuar como coordenadora geral de Pesquisa e Desenvolvimento Novos Produtos do Ibict e, posteriormente, como diretora interina. Após oito anos como coordenadora, ela assume este novo desafio.

Sobre sua gestão como diretora da instituição:

Segundo Cecília, desde que entrou no Ibict, em 2005, atuou como coordenadora geral de Pesquisa e Desenvolvimento de Novos Produtos, um cargo focado na inovação de produtos de informação, aderente às políticas públicas voltadas a ações de cunho social.

“O modelo de gestão mais apropriado para o Ibict neste momento, a meu ver, passa pela estruturação, reorganização de ações no setor de Informação em Ciência e Tecnologia (ICT) e pela socialização dos avanços e conhecimentos gerados. A ideia é que o Ibict atue como mediador entre as demandas dos diversos setores da sociedade e soluções informacionais para atendê-las. Atuará também como integrador de sistemas de informação das áreas do conhecimento com as quais lida, possibilitando que pesquisa e desenvolvimento constituam um ciclo contínuo”, informou.

O instituto tem sido demandado pelos diversos segmentos da sociedade - universidades, institutos de pesquisa, setores representantes da indústria, comércio, educação, segurança pública, entre outros. Todos em busca de competência em informação, isto é, informar-se, formar-se e informar a outrem, para a construção de sistemas de informação, bibliotecas digitais, aplicação de metodologias, integração de bancos de dados, desenvolvimento de ferramentas tecnológicas e capacitação em informação.

Essa demanda aponta, de forma clara e objetiva, para a necessidade de um diálogo mais estreito e permanente com todos esses interessados. Nessa ótica, a busca será para agregar valor a produtos e serviços já existentes e criar novos, alinhados às demandas atuais de nossos usuários.

Análise da situação atual do instituto:

De acordo com a diretora, o Ibict enfrentou diversas crises, especialmente no final dos anos 1990 e início do novo século, com trocas sucessivas de dirigentes interinos que fragilizaram o instituto, gerando insegurança e desmotivação na equipe. A partir de 2005, ao reconquistar a legitimidade de um diretor com mandato, o Ibict passou por um processo de recuperação de sua identidade como órgão de referência nacional para o setor de ICT.

A gestão passada, sob a direção de Emir Suaiden, foi marcada pela ampliação de ações, e o instituto passou a atender segmentos da sociedade que não faziam parte de seu universo até então. Criou o Programa de Inclusão Social, alinhado com as estratégias do MCTI, primeiro ministério a criar uma Secretaria Nacional de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social.

Seguindo esta linha, o Ibict investiu no aprimoramento de seus produtos tradicionais, na formação de mestres e doutores em ciência da informação e na realização de pesquisas na área; desenvolveu ações voltadas à formação de competência em informação; fortaleceu o movimento de acesso livre à informação, promovendo a ampla disseminação da produção científica nacional e a geração de novos conhecimentos; investiu na divulgação científica - visando à popularização da ciência junto ao cidadão e ao despertar dos jovens para a ciência - e apostou na disseminação de produtos e serviços em redes sociais; aproximou-se definitivamente do setor industrial e empresarial, por meio da integração de ações envolvendo governo, academia e iniciativa privada no desenvolvimento de serviços de informação tecnológica voltados ao setor produtivo.

“Hoje, podemos dizer que o Ibict está reconquistando seu lugar de destaque no cenário da ICT no Brasil. Tornou-se referência nacional na promoção do livre acesso à informação em ciência e tecnologia. Tudo isso é fruto de pesquisas e desenvolvimento de recursos informacionais destinados a levar à sociedade o conhecimento científico e tecnológico de forma simplificada, sistêmica e gratuita,” completou.

Aspectos fortes da instituição?

Ainda sobre o Ibict, Cecília Leite disse que os aspectos fortes da instituição sempre foi o trabalho com conteúdos, isto é, coletar, organizar, armazenar e disseminar informação. O diferencial está em conciliar essa expertise às novas tecnologias e metodologias inovadoras, buscando a integração das diversas áreas do conhecimento por meio da informação. Dessa forma, o instituto amplia o acesso à informação gerada em áreas específicas e integra essa informação com a de outras áreas.

Trata-se de um ciclo virtuoso de geração de conhecimento, desenvolvimento, autonomia e inovação. Neste novo momento, o instituto está se organizando para atender a diferentes setores da sociedade, integrando informação científica e tecnológica para o atendimento com qualidade a essa demanda e agregando valor a seus produtos e serviços de informação.

“O Ibict tem investido de forma decisiva na oferta de textos completos e gratuitos na web. Esta iniciativa o colocou, recentemente, em posição de destaque no ranking mundial de institutos de pesquisa na web. Ele ficou em 106º lugar entre oito mil instituições congêneres avaliadas no mundo e em 6º lugar entre as 98 do Brasil”, enfatizou.

Principais desafios da administração?

Por fim, ao responder o questionamento sobre os desafios da sua administração, Cecília informou que é conscientizar a sociedade sobre a importância da informação científica e tecnológica para o desenvolvimento do País; demonstrar a presença da ciência e da tecnologia no dia a dia do cidadão; e sensibilizar setores especializados a contribuírem para essa conscientização. “Para tanto, serão necessárias análises aprofundadas dos nossos processos e atenção especial às atividades de divulgação científica, assim como o estabelecimento de diálogos com setores específicos da sociedade com o uso de sistemas de informação especialmente desenvolvidos para tal,” avaliou.

Outro grande desafio é a integração do trabalho de ensino e pesquisa com as ações estratégicas do instituto. Com isso, os produtos e serviços existentes, assim como os novos, terão ganhos significativos por meio do respaldo acadêmico. Por fim, um desafio comum a todos os gestores, é a manutenção de uma equipe motivada. A meu ver, isso só se consegue por meio da valorização das competências existentes e da facilitação da capacitação contínua.

Metas a curto, médio e longo prazo:

“Em curto prazo, queremos integrar as equipes, projetos e ações do Ibict, de maneira que a participação de todos se faça na sua atuação específica e em contribuição com os demais setores internos da Casa.  Em médio prazo, criar uma relação mais próxima entre os diversos setores da sociedade e áreas do conhecimento, favorecendo a ampliação, o desenvolvimento e a inovação de cada um deles a partir da atuação do Instituto. E, em longo prazo, alcançar o reconhecimento do instituto como importante órgão para o desenvolvimento nacional, considerando a transversalidade da informação e sua importância para uma sociedade competente no uso da informação para a melhoria de sua qualidade de vida,” concluiu.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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