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Ciência e Tecnologia

Museu Goeldi cumpre normas de preservação dos acervos fósseis

Patrimônio

Bolsistas de iniciação científica analisaram temperatura, umidade relativa do ar e mobílias da instituição
por Portal Brasil publicado: 06/01/2014 17h52 última modificação: 30/07/2014 01h33

Jovens pesquisadoras da área da paleontologia e bolsistas de iniciação científica do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) desenvolvem trabalhos para descobrir as condições mais adequadas de conservação dos itens da coleção de fósseis do museu.

Essas ações são devidas à incidência de agentes que desequilibram ambientes, e assim, favorecem a rápida e contínua deterioração de materiais acondicionados de forma inadequada em condições climáticas tropicais.

Por esse risco ser ainda maior para os acervos científicos, um conjunto de ações indiretas está sendo executada para a preservação dos acervos museológicos e para a proteção do patrimônio por meio da adequação do ambiente. A conservação preventiva, como é conhecida a prática, diminui os efeitos de agentes de degradação.

A bolsista Doriene Trindade analisou microambientes encontrados na coleção do MPEG que, por estarem isolados do meio externo, apresentam características distintas. Aluna do curso de museologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), ela foi orientada pela pesquisadora Heloísa Maria Moraes Santos, da Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE) do MPEG.  Para o estudo foram realizados testes de monitoramento de temperatura durantes dois meses nos acervos do museu.

Os resultados apontaram para a estabilidade do microclima do acervo de paleoinvertebrados. Tal condição favorece a preservação dos fósseis, já que evita reações químicas que deterioram itens da coleção.

Doença de Byne

Mais de 70% da coleção de paleontologia do MPEG é composto por exemplares da Formação Pirabas, uma das unidades geológicas, localizada no Norte do Brasil, mais estudadas por representar o ambiente marinho. Amostras de material coletado no ambiente de armazenamento desses itens apresentam carbonato de cálcio (CaCO3), que favorece ataques da Doença de Byne, provocada pelo ácido corrosivo resultante da reação entre o carbonato de cálcio com vapores ácidos.

A bolsista de iniciação científica Christiane Godinho Santos, alundo do curso de Museologia da UFPA, desenvolveu uma pesquisa sobre essa reação que forma sais que dão aspecto de emboloramento ao fóssil, causando a perda de caracteres originais.

Para o trabalho foram analisados o macro e o médio ambiente do acervo, com atenção especial às condições estruturais, para detectar sujeiras e fazer a análise do mobiliário, da climatização e da superfície dos fósseis.

Segundo os resultados do trabalho de Christiane Santos, não foi detectada a cristalização em itens da coleção e o ambiente climático mostrou média de temperatura e umidade, relativa do ar, adequadas aos padrões considerados seguros pelos parâmetros da conservação preventiva.

Ainda como parte da análise foi atestado que o mobiliário de aço inoxidável e esmaltado que compõe o ambiente do acervo é adequado já que não libera gases prejudiciais aos itens de coleção. No entanto, foi detectado o acúmulo de sujidades que, pela natureza química, podem criar condições para o aparecimento da Doença de Byne.

Com a pesquisa foi possível concluir que o MPEG cumpre a função de conservação do patrimônio fossilífero da Amazônia, mantendo condições adequadas ao armazenamento de fósseis carbonáticos.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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