Ciência e Tecnologia
Embrapa investe em caracterização de plantas por imagem
Pesquisa e inovação
Há muito tempo, a medicina tem se valido de imagens para avaliar a saúde das pessoas e identificar problemas no funcionamento de órgãos do corpo humano. Em estudos de vegetais, no entanto, apenas recentemente os equipamentos que geram imagens reveladoras do funcionamento de diversos mecanismos vêm ganhando espaço em âmbito mundial, por meio de um conjunto de técnicas conhecidas como fenômica. Elas têm sido mais utilizadas em âmbito global em programas de melhoramento altamente tecnológico, especialmente para a descoberta de genes.
No Brasil, pesquisadores da Embrapa estão desenvolvendo procedimentos próprios utilizando tais técnicas para a caracterização de plantas, com ênfase especial na aplicação em programas de melhoramento genético. Com essa perspectiva, estão combinando equipamentos que captam desde imagens fotográficas até imagens espectroscópicas dos vegetais com poderosos softwares para processamento de dados e construção de figuras tridimensionais.
Para validar a metodologia, um projeto de pesquisa liderado pela Embrapa Agroenergia/Brasília (DF) vai empregar esses recursos para avaliar a capacidade de tolerância à seca de plantas de milho obtidas em programas de melhoramento da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas, MG). As análises serão feitas nesses dois Centros de Pesquisa, e também na Embrapa Informática Agropecuária/Campinas/ (SP) e na Embrapa Instrumentação/São Carlos (SP).
O milho foi escolhido como planta-modelo para os primeiros trabalhos pela grande quantidade de informações que a Embrapa detém sobre a espécie, o que facilita a comparação de resultados. “Vamos trabalhar com um material já caracterizado em campo para validar a metodologia que estamos desenvolvendo”, diz o pesquisador da Embrapa Agroenergia Carlos de Sousa, líder do projeto.
A tolerância à seca, por sua vez, é objeto de estudo pela importância que o déficit hídrico vem ganhando nos últimos anos, em função da intensificação da seca em várias regiões. Por esse motivo, o projeto compõe o portfólio de pesquisas sobre mudanças climáticas da Embrapa.
Fonte:
Embrapa
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