Você está aqui: Página Inicial > Ciência e Tecnologia > 2014 > 03 > Universidade desenvolve tecnologia para monitoramento de águas

Ciência e Tecnologia

Universidade desenvolve tecnologia para monitoramento de águas

Pesquisa e Desenvolvimento

Drone irá capturar imagens difíceis de se obter por satélite e preencher uma lacuna existente no sistema de sensoriamento remoto
por Portal Brasil publicado: 19/03/2014 17h41 última modificação: 30/07/2014 01h35
Drone pode voar abaixo das nuvens logo após uma chuva e registrar a movimentação de sedimentos na água

Drone pode voar abaixo das nuvens logo após uma chuva e registrar a movimentação de sedimentos na água

Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) em parceria com o Instituto Francês de Pesquisa e Desenvolvimento (IRD) e com as universidades federais do Amazonas (Ufam) e do Ceará (UFC) vão desenvolver um drone para ajudar no monitoramento das águas de reservatórios artificiais, lagos e rios do País.

Segundo Henrique Roig, professor do Instituto de Geociências da UnB, o objetivo do AquaVant – junção das palavras água e Vant que dá nome ao projeto – é capturar imagens difíceis de se obter em campo e por satélite e, assim, preencher uma lacuna existente no sistema de sensoriamento remoto. A intenção, em resumo, é diversificar as plataformas de observação para registrar as mudanças ambientais dos corpos d´água com mais precisão.

“O drone pode voar abaixo das nuvens logo após uma chuva forte, por exemplo, e registrar a movimentação de sedimentos na água, coisa impossível de ser vista das estações terrestres e orbitais”, diz Roig.

Entre as vantagens, o professor cita também o custo e mais agilidade na hora de detectar problemas, como manchas de óleo na água. “Com ele, é possível acessar determinada área sem precisar de pista de decolagem, piloto e co-piloto”, explica. “Vazamentos de óleo, como os ocorridos recentemente no lago Paranoá [em Brasília], também podem ser monitorados mais rapidamente com a ajuda da nova tecnologia”, acrescenta.

Regulamentação

Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants), mais conhecidos como drones, são usados para atender às mais diversas finalidades. A cada dia ficam mais comuns, mesmo sem uma regulamentação definida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No Brasil, só as aeronaves com o Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave) têm permissão para voos.

“Estamos no processo de obtenção do Cave. Enquanto a certificação não sai, os estudos são realizados com Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP), embora já tenhamos toda a tecnologia para voos totalmente autônomos”, explica Roig.

O fato de não existirem estudos com drones que monitoram a qualidade das águas no país faz do AquaVant um trabalho inédito. “Drones existem às centenas, mas quase todos estão voltados para segurança, mapeamento territorial e agricultura de precisão”, observa o professor.

O projeto, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), envolve quatro pesquisadores da UnB que, em breve, começam a testar lentes e câmeras multi e hiperespectrais de pequeno porte (700g) nas aeronaves. “Nosso trabalho é descobrir qual das aeronaves servirá melhor para o transporte das câmeras e, assim, obter os resultados desejados”, diz Roig.

Para os primeiros testes, foi escolhido o modelo com seis a oito hélices e sistema eletrônico de voo e registro de imagens. Ele é chamado de multirrotor por ter vários eixos de motor, que proporcionam mais equilíbrio à aeronave. A expectativa é que exemplares de asas fixas sejam usados para sobrevoar áreas maiores no futuro.

O robô – um protótipo de 2,5kg e um metro de diâmetro – atinge uma altura máxima de 150 metros e fica no ar de 15 a 30 minutos. O tempo de duração da bateria varia de acordo com o peso dos sensores transportados.

As aeronaves são construídas pela TerraSense, empresa incubada no Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CDT) da UnB. Lentes e câmeras ainda são importadas. Para que se avalie o poder dessas lentes, “cada foto obtida por uma hiperespectral registra 232 pontos num único disparo”, conta Alexandre Moreno, mestrando e integrante do grupo de pesquisa responsável pela construção dos Vants.

Fonte:
Agência Espacial Brasileira

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Embrapa pesquisa melhoramento genético da batata
Para falar sobre o assunto, o programa Conexão Ciência entrevistou o pesquisador da Embrapa, Arione Pereira
Banco genético da Embrapa recebe coleção de batatas peruanas
Local abriga coleções de plantas, animais e microrganismos mantidas por instituições parceiras do Brasil e de outros países
Jovem brasileiro se prepara para viagem ao espaço
Treinamento de Pedro Nehme, o primeiro brasileiro civil a ir ao espaço, já começou. Voo suborbital está previsto para o fim do ano
Para falar sobre o assunto, o programa Conexão Ciência entrevistou o pesquisador da Embrapa, Arione Pereira
Embrapa pesquisa melhoramento genético da batata
Local abriga coleções de plantas, animais e microrganismos mantidas por instituições parceiras do Brasil e de outros países
Banco genético da Embrapa recebe coleção de batatas peruanas
Treinamento de Pedro Nehme, o primeiro brasileiro civil a ir ao espaço, já começou. Voo suborbital está previsto para o fim do ano
Jovem brasileiro se prepara para viagem ao espaço

Últimas imagens

Reagentes do teste estão em produção e serão distribuídos para centros de pesquisa e laboratórios do País
Reagentes do teste estão em produção e serão distribuídos para centros de pesquisa e laboratórios do País
Divulgação/Fiocruz
Satélite deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016
Satélite deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016
Divulgação/Finep
Melhores classificados representarão o Brasil nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2017
Melhores classificados representarão o Brasil nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2017
Divulgação/MCTI
Pesquisadora Rose Monnerat diz que bioinseticida pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti
Pesquisadora Rose Monnerat diz que bioinseticida pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti
Divulgação/Embrapa
Radares Atlas e Adour foram modernizados
Radares Atlas e Adour foram modernizados
Divulgação/AEB

Governo digital