Ciência e Tecnologia
Brasil registra menor número de mortes por raios em 2013
Pesquisa
O Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) registrou em 2013 o menor número de mortes por raios no Brasil desde o início do levantamento, em 2000. Foram 79 mortes por raios, o que confirma uma tendência de diminuição das fatalidades no País.
A média anual de mortes causadas por raios também diminuiu: de 2000 a 2009, ocorreram 132 por ano. De 2000 a 2013, foram 119 fatalidades por ano – uma queda de 10% no índice.
Não houve diminuição do número de raios que atingiram o Brasil ao longo desses 14 anos, de acordo com dados fornecidos pela agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa. Isso leva a crer que a diminuição no número de vítimas fatais está relacionado ao aumento do nível de informação dos brasileiros sobre formas de prevenção.
O Elat tem contribuído para melhorar esse cenário, com a divulgação de circunstâncias de mortes mais comuns no País e maneiras básicas de se proteger. As iniciativas são feitas por meio de cartilhas de proteção e da participação em programas e reportagens da imprensa.
De outubro a dezembro, foi exibido nos cinemas o documentário Fragmentos de Paixão, primeiro filme sobre raios feito no País. O filme estará disponível a partir de sexta-feira (11) para compra nos serviços de vídeos on demand da NET e da GVT e também para aquisição em versão digital nos sites Submarino e da Livraria Saraiva.
Previsão mais exata
Os EUA também registraram seu menor índice de fatalidades em 2013. Lá, ocorreram 23 mortes ao longo do ano. A National Oceanic and Atmospheric Administration (Noaa), responsável pela divulgação de informações sobre mortes por raios no País, credita a redução de casos fatais ao maior acesso a dados de proteção e a uma previsão de raios precisa.
“No Brasil, o modelo meteorológico de previsão atual não assimila dados de raios, o que dificulta uma geração antecipada de informações sobre raios com mais precisão espacial para orientar a população”, explica o coordenador do Elat, Osmar Pinto Junior.
Por essa razão, o Elat desenvolve ferramentas de monitoramento de raios com antecipação de até 24 horas. “Entre um e dois anos, poderemos contar com informações mais precisas, a exemplo do que ocorre nos EUA. Isso contribuirá para uma queda ainda maior do número de mortes”, diz Pinto Junior.
O grupo de pesquisa do Inpe publicou editorial sobre os riscos nas zonas rurais e na agropecuária. Das 1.600 mortes por raio que ocorreram no Brasil de 2000 a 2012, 61% foram registradas nesses locais, destaca o texto. O Elat identifica, como fatores para essa vulnerabilidade, o desconhecimento dos riscos e a natureza das atividades.
O editorial defende uma regra básica para salvar pessoas: “é preciso deixar o campo na hora da tempestade e se abrigar em local seguro – um veículo fechado ou residência”.
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