Ciência e Tecnologia
Países de Língua Portuguesa discutem ações multilaterais
Cooperação internacional
Nesta segunda (14) e terça-feira, representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste participam 6ª Reunião de Ministros de Ensino Superior, Ciência e Tecnologia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Realizado em Maputo, capital de Moçambique, o encontro irá promover avaliações sobre avanços no desenvolvimento de planos de trabalho para ações multilaterais na área de educação, ciência e tecnologia (C&T).
A programação prevê discussões em torno da criação de uma agenda comum, que deve ser concretizada na aprovação do Plano Estratégico em Cooperação em Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior e de um plano de ação para o período 2014-2020.
Representação do MCTI
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, será representando no encontro pelo chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais, Franklin Silva Netto.
“Afiguram-se como áreas mais promissoras as de segurança alimentar, governo eletrônico e integração de repositórios científicos”, adianta Franklin Silva Netto. Temas relativos à educação superior também estão na pauta, razão pela qual a delegação brasileira contará com representantes do Ministério da Educação e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC).
Franklin enumera os objetivos centrais da CPLP que, além da negociação político-diplomática e da difusão da língua portuguesa, busca estimular a cooperação em todos os domínios. “Os países do grupo compartilham, além da língua comum, desafios também comuns e, daí a conveniência de uma agenda de cooperação regional em ciência, tecnologia e inovação”, reforça.
Sobre a CPLP
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, tem o objetivo de reforçar a cooperação intracomunitária, por meio de mecanismos de articulação sistemática entre os Estados membros da comunidade. A primeira Reunião de Pontos Focais de Ciência e Tecnologia ocorreu em dezembro de 2012.
Em junho passado, diplomatas e gestores públicos dos países membros decidiram pela formação de grupos para elaborar o plano estratégico. Os membros foram indicados durante a Segunda Reunião de Pontos Focais de Ciência e Tecnologia do bloco, realizada em Lisboa.
Desde o último encontro, os grupos de trabalho avançaram no desenvolvimento de planos para iniciativas em ciências biológicas, do mar, sociais e humanas, acesso livre ao conhecimento, gestão de recursos hídricos, observação da terra, popularização da ciência, segurança alimentar e nutricional, tecnologias da informação e comunicação (TICs) e bens sensíveis.
Pelo lado brasileiro, contribuíram com propostas a Assessoria de Assuntos Internacionais do MCTI (Assin), as secretarias de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis), Política de Informática (Sepin) e Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento da pasta (Seped), a Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict/MCTI).
Metas ambientais compartilhadas
Gestores ambientais também estiveram reunidos durante a VI Conferência de Ministros de Meio Ambiente da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). O evento aconteceu em Maputo, Moçambique, na última sexta-feira (11). Na ocasião, participantes assinaram a Declaração de Maputo com metas comuns para o desenvolvimento sustentável nos oito países-membros.
Fontes:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Ministério do Meio Ambiente
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