Ciência e Tecnologia
Parceria visa alavancar a produção de soja em Roraima
Investimento agrícola
Foi firmada durante a I Reunião de Tecnologias para a Cultura da Soja no Cerrado de Roraima, nos dias 26 e 27 de março, a parceria entre a Embrapa Cerrados/Planaltina (DF), a Fundação Cerrados e a Embrapa Roraima/Boa Vista (RR), para alavancar a produção de soja no estado. O objetivo é desenvolver cultivares do grão, específicas para Roraima, buscando a incorporação definitiva da região no cenário produtivo agrícola brasileiro.
Estima-se que com a parceria, em um prazo de cinco anos, sejam incorporados mais de 100 mil hectares para cultivo da soja no estado, gerando diretamente 500 empregos e indiretamente mais de duas mil vagas nos setores da cadeia da carne. Isso porque a soja é a base da ração para alimentação de bovinos, suínos, aves e peixes.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Cerrados e Coordenador do Programa de Melhoramento da Soja, Sebastião Neto, a parceria também atrairá novos investidores e produtores para Roraima uma vez que a região oferece a possibilidade de plantio na entressafra de outros estados.
“Já começamos o trabalho e com certeza conseguiremos aumentar a produtividade do estado por meio de variedades mais resististes a doenças e pragas, principalmente aos nematóides, que hoje são um dos principais problemas para os produtores de Roraima”, diz Sebastião.
Cenário Atual
Roraima dispõe de todas as condições para ampliar os investimentos na cultura da soja. Em 2013, o estado colheu cerca de trinta e três mil toneladas de grãos, em 12 mil hectares plantados. A produtividade média de 60 sacas por hectare foi negociada a R$ 75,00 a saca, valor superior ao pago em outras regiões do País.
Uma das vantagens é a safra invertida. Em maio, quando os sojicultores brasileiros estão concluindo a colheita, os roraimenses iniciam a sua semeadura. Atualmente, a variedade utilizada em Roraima é a Tracajá, desenvolvida pela Embrapa. Ela tem cerca de 5% a mais de óleo e proteína do que outras variedades cultivadas no Centro-Oeste.
A outra vantagem é a produção de grãos não modificados geneticamente (soja livre de transgênicos). Com isso o produtor recebe aproximadamente 120 reais a mais por tonelada do grão vendido, diferente do que acontece com a maioria dos produtores do País que utilizam a soja geneticamente modificada. Boa parte da safra 2013 foi vendida a uma empresa russa, que tem interesse nesse tipo de soja. A exportação foi feita pelo Porto de Manaus (AM).
Fonte:
Embrapa
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