Ciência e Tecnologia
Programa de TV apresentará alternativa para recuperar pasto
Programação
Pasto degradado é um problema sério e a estimativa é de que cerca de 70% das pastagens cultivadas estejam em algum grau de degradação ou degradadas. Nas pesquisas, a tecnologia BRS Paiaguás mostrou ser uma boa alternativa para recuperar pasto com agricultura e é o primeiro material selecionado para integração lavoura-pecuária. Este é o tema que será debatido no Dia de Campo na TV com o tema "Capim Paiaguás é nova opção para época seca".
A facilidade de manejo da Paiaguás é outra vantagem sobre as demais cultivares de Brachiaria brizantha no mercado. Na integração com lavouras, mostrou não competir com a cultura associada, ser de fácil dessecação com herbicidas e fornecer ótima palhada para o plantio direto. Como pasto, mostrou resultados vantajosos em termos de ganho médio diário e taxas de lotação em unidades animal por hectare (UA/ha), na média de três ciclos de águas e três de secas.
A pesquisa com o capim Paiaguás foi coordenada pela Embrapa Gado de Corte/Campo Grande (MS), em parceria com as Unidades Embrapa Agropecuária Oeste/Dourados (MS), Embrapa Cerrados/Planaltina (DF) e Embrapa Amazônia Oriental/Belém (PA), e com a Universidade Federal da Grande Dourados, a Universidade Estadual de Maringá e integrantes da Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto), que reúne mais de 30 empresas brasileiras que multiplicam e comercializam com exclusividade sementes melhoradas.
Na TV
O Dia de Campo na TV com o tema "Capim Paiaguás é nova opção para época seca" vai ao ar nesta sexta-feira (18), pelo Canal Rural (Net/Sky), a partir das 9h. No próximo domingo (20), às 7h, pela NBR (TV do Governo Federal, captada por cabo ou por parabólica), com reprise às 17h.
Sobre o capim Paiaguás
A BRS Paiaguás destina-se a pecuaristas do Brasil central com poucas alternativas de alimentação no período seco e/ou a produtores interessados na integração lavoura-pecuária, seja para cobertura do solo e plantio direto (pastagem de inverno no cerrado) ou de curta duração (ano e meio a dois anos) para voltar com plantio de lavoura.
Foi selecionada com base na produtividade, vigor de perfilhamento, facilidade de manejo e, apesar de não apresentar resistência à cigarrinha-das-pastagens, mostrou ter elevado potencial de produção animal no período seco, com alto teor de folhas e bom valor nutritivo. Os pastos da BRS Paiaguás apresentaram bom controle de invasoras sob pastejo mais intensivo. É de fácil utilização com milho safrinha, para produção de forragem e/ ou de palhada para plantio direto.
A espécie africana é do gênero braquiária e foram necessários 10 anos de estudos até seu lançamento. Durante a pesquisa, a planta passou por diversos testes e chamou atenção em alguns aspectos, como por exemplo pelo maior acúmulo de forragem e disponibilidade de folhas na seca quando comparada com outros capins. Além disso, a Paiaguás apresentou melhor valor nutritivo, resultando em ganhos de peso maiores por animal e por área. “A cultivar tem um diferencial importante que é a produtividade na época seca associada com o valor nutritivo, o que acarreta um melhor desempenho animal no período da estiagem,” afirma a pesquisadora Cacilda do Valle.
Fonte:
Embrapa
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