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Ciência e Tecnologia

Audiência pública leva a debate extremos climáticos

Senado

Reunião abordou adaptação brasileira às mudanças no clima. Secas no Semiárido se tornarão mais intensas e frequentes, destaca gestor
por Portal Brasil publicado: 14/05/2014 11h10 última modificação: 30/07/2014 01h39

Audiência pública no Senado Federal abordou a adaptação brasileira às mudanças climáticas e as medidas para financiar e diminuir a vulnerabilidade às secas e às enchentes. Na ocasião, o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre, reforçou a importância das ações na área de adaptação, diante do cenário de eventos climáticos extremos cada vez mais intensos e frequentes.

“Não há precedentes na história da Terra de se alterar o balanço de radiação na atmosfera – que é o que os gases de efeito estufa fazem – numa taxa tão rápida”, disse, na sessão da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, nesta terça-feira (13).

Para Nobre, se as mudanças climáticas estão acontecendo mais rapidamente, é preciso também mudar a estratégia de adaptação tendo como foco políticas públicas – especialmente no Brasil, onde a discussão ficou muito centrada em mitigação, inclusive com protagonismo e avanços a partir da redução do desmatamento.  Por outro lado, a ciência brasileira, comentou, tem dado a sua contribuição. Como exemplo, ele lembrou a criação da Rede Clima, em 2008, pelo MCTI. “A rede, que agrega todos os aspectos de mudanças climáticas, foi muito na direção de adaptação”.

Para o especialista, apesar dos avanços da ciência, a consequência dessa perturbação é um experimento desconhecido e é impossível obter previsões absolutas. O certo, na sua avaliação, é que o regime de estabilidade que permitiu o surgimento da agricultura e o agrupamento de populações humanas nos últimos 12 mil anos está ameaçado. “Toda a civilização que nós conhecemos nos últimos 10 mil anos dependeu da agricultura,que dependeu dessa estabilidade climática”, sublinhou.

Secas históricas

O climatologista destacou, ainda, eventos extremos históricos registrados recentemente no Brasil num intervalo de cerca de 120 anos. No caso do Nordeste, duas secas consecutivas – em 2012 e em 2013. “Então esse é um extremo e todos os cenários climáticos disponíveis hoje indicam que no futuro, talvez o futuro já tenha chegado, as secas no Semiárido se tornarão mais intensas e mais frequentes e mais intensas.”

Na Amazônia, entre 2005 e 2014, foram registradas duas secas históricas e as três maiores enchentes em 2009, 2012 e 2004. “O IPCC no seu relatório, lançado em março, diz que o regime da Amazônia está alterado e isso é devido às mudanças climáticas. Então a região tem que se preparar para conviver com essa situação”, frisou.

>> Leia a matéria completa.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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