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Ciência e Tecnologia

Centro de dados ampliará serviços de computação em nuvem do País

Tecnologia da informação

Projeto pioneiro contribui para elevar a ciberinfraestrutura de fortalecimento da pesquisa no Brasil
por Portal Brasil publicado: 12/05/2014 14h09 última modificação: 30/07/2014 01h38

Localizado em Manaus (AM), O primeiro Centro de Dados Compartilhados (CDC)para computação em nuvem do País contribui para elevar a ciberinfraestrutura de fortalecimento da pesquisa no Brasil. O projeto é uma iniciativa dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Educação (MEC), coordenada e operada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), em parceria com instituições de ensino e pesquisa. 

“O MCTI considera estratégico a modernização da infraestrutura cibernética do Brasil para as atividades de desenvolvimento científico e tecnológico. Dentro dessa perspectiva, a instalação do datacenter de Manaus representa um passo concreto para ampliar os serviços de computação em nuvem para os estudantes, professores e pesquisadores de várias áreas da ciência. Os recursos de armazenamento e processamento do datacenter de Manaus estarão disponíveis às universidades e institutos de pesquisa de todo o País, por meio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa”, destaca o secretário de Política de Informática, Virgílio Almeida.

O projeto piloto contempla os Centros de Dados Compartilhados (CDC) em Manaus e Recife. A ideia é atender de forma escalonada e crescente as demandas por recursos computacionais baseados nas atuais tecnologias de computação em nuvem.

“ Ao longo do tempo novos centros de dados, localizados em qualquer parte do País, vão permitir um maior compartilhamento de informações entre a comunidade de pesquisadores e professores e alunos em todo o país e vão garantir a replicação de acervos de dados fundamentais mantidos em diversos laboratórios através da infraestrutura compartilhada e redundante que a nuvem oferece”, explicou o diretor de Serviços e Soluções da RNP, José Luiz Ribeiro.

Em Manaus, foram instalados dois contêineres e em Recife serão outros três. O custo de operação das estruturas está estimado em R$ 5 milhões. O MCTI e MEC investiram R$ 6,5 milhões para trazer os equipamentos e montar a estrutura.

Computação em nuvem

Segundo informações do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a computação em nuvem têm impactado as atividades de colaboração da comunidade acadêmica no Brasil, através de uma arquitetura em nuvem que começa a ser disponibilizada no Brasil pela RNP.

Os sistemas instalados pela Huawei representam uma nova fase para a educação nas regiões Norte e Nordeste, informa o Inpa. No total, serão mais de mil servidores disponíveis à comunidade científica, com capacidade de armazenamento de toda a estrutura de 0,5 petabite.

Aplicações 

Os Centros de Dados Compartilhados podem ser usados em diferentes áreas: na saúde, permitindo o armazenamento de imagens de cirurgias em Ultra Alta Definição 4K, produzidas pela Rede Universitária de Telemedicina; na cultura, para preservação e acesso ao acervo do conteúdo audiovisual nacional, como os filmes do Canal 100, sobre o futebol brasileiro, mantido pela Cinemateca Brasileira, além de várias coleções históricas e materiais; na ciência, para o monitoramento do meio ambiente e a biodiversidade; e na gestão e desenvolvimento de Tecnologia e Inovação, para o acesso a indicadores, plataforma de periódicos científicos e sistemas de avaliação.

 "O crescente volume de dados produzidos sobre a Amazônia em todas as áreas do saber associado à necessidade de processamento mais robusto de dados e à proteção das informações eletrônicas fazem do CDC uma ferramenta vital para o avanço da Ciência brasileira”, destacou o diretor do Inpa, Adalberto Val. “Eu diria que nós vamos multiplicar por algumas vezes a nossa capacidade de fazer a segurança desses dados com esta estrutura”, completou. 

Dentre os benefícios do projeto CDC destacam-se a redução da fragilidade de várias instituições de ensino e pesquisa em hospedar um grande volume de informações e aplicações vitais como bases de dados científicas; a redução de custos de hardware, software e recursos humanos para as instituições usuárias; o aumento da agilidade e flexibilidade na utilização de capacidade computacional para processamento e armazenamento de dados; o aumento da capacidade de preservação digital das informações e dados compartilhados, por meio da replicação dos dados em ambiente seguro em território nacional; e o aumento da disponibilidade e segurança das informações para os pesquisadores, professores e alunos. 

O Projeto dos Centros de Dados Compartilhados será essencial para a comunidade acadêmica brasileira por aumentar a interação entre as instituições de ensino e pesquisa em todo o País, promovendo a troca de conhecimentos e experiências entre docentes, discentes, estudiosos e pesquisadores; facilitar a análise de documentos e conteúdos; acelerar o processamento de informações e desenvolvimento de ferramentas de TI e outras soluções para o ensino e a pesquisa. 

Histórico

A crescente utilização no mercado e as vantagens apresentadas pelas tecnologias de nuvem levaram o MCTI e o MEC a adotá-las na infraestrutura de TIC para o suporte ao ensino e pesquisa no Brasil.  

Um dos elementos essenciais para oferta de serviços de computação em nuvem no Brasil é a implantação e operação de “datacenters”. Com esse objetivo, nasceu uma proposta de parceria com a Huawei durante a visita da presidente Dilma Roussef à China, em abril de 2011, que resultou na doação de dois datacenters ao Brasil. Estes equipamentos serão operados pela RNP. 

Inicialmente, o Projeto CDC vai implantar dois centros de dados compartilhados por meio de parcerias com instituições de pesquisa como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, INPA, localizado em Manaus, e de ensino superior, como o Instituto Federal de Pernambuco, IFPE, de Recife.

 Governo inaugura Centro de Compartilhamento de Dados

 

Fontes:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

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