Ciência e Tecnologia
Embrapa apresenta tecnologias para produção de girassol, soja e feijão
Transferência de tecnologia
A Embrapa Soja (Londrina, PR) participrá da Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins), entre 6 e 10 de maio, em Palmas (TO). Na ocasião, a unidade de pesquisa da Embrapa irá apresentar o Manejo Integrado de Pragas da Soja, com ênfase para a lagarta Helicoverpa armigera, a Coinoculação na cultura da soja e do feijoeiro e o cultivo de girassol como opção para os produtores diversificarem o sistema agrícola.
Segundo o pesquisador Leonardo José Motta Campos, serão demonstradas as cultivares de girassol BRS 323 e BRS 324 como opção para sucessão à cultura da soja. "As cultivares de girassol da Embrapa são produtivas e precoces, característica importante para a safrinha no Tocantins. Esta região apresenta um período de cultivo de aproximadamente sete meses, com chuvas escassas a partir abril/maio, inviabilizando as culturas agrícolas no período de seca", explica.
O girassol também tem sido indicado como opção no consórcio com braquiária, principalmente pelo fornecimento de forragem para pecuária. "Além disso, o girassol apresenta um alto teor de óleo nos grãos, podendo ser utilizado como matéria-prima para a produção de biodiesel", destaca Campos.
Manejo de pragas
Os danos causados à soja pela lagarta Helicoverpa armigera também serão demonstrados durante a Agrotins. A Embrapa Soja entende ser necessário adotar o Manejo Integrado de Pragas (MIP) como a principal estratégia para minimizar e controlar o ataque deste inseto. Uma das estratégias recomendadas é o monitoramento da lavoura.
De acordo com os pesquisadores da Embrapa, o monitoramento irá indicar o momento correto de entrar com medidas de controle. Isso porque a aplicação de inseticidas somente é indicada quando a quantidade de desfolha da planta ou o número de lagartas presentes na lavoura pode reduzir economicamente na produção.
No caso da Helicoverpa armigera, o controle químico é recomendado quando houver quatro lagartas no pano de batida, no período vegetativo, e duas, no período reprodutivo. Por isso, o controle químico é indicado, desde que usado com critério e combinado a diversas táticas de manejo. Entre elas, está a utilização de inseticidas seletivos que controlam apenas a praga e não afetam os inimigos naturais. Além disso, a Embrapa recomenda que os produtores rotacionem os inseticidas com diferentes modos de ação a cada aplicação. Esta medida é importante para evitar que populações de pragas resistentes ao produto sejam selecionadas.
>> Confira as palestras que serão realizadas nesta quinta (8).
Fonte:
Embrapa
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