Ciência e Tecnologia
Encontro reúne líderes de pastas científicas em Londres
Cooperação internacional
Começa nesta sexta-feira (30), e segue até domingo (1º), em Londres, o Encontro Anual do Grupo Carnegie. O grupo reúne líderes de pastas científicas de países do G8 e convidados, como os Brics, a União Europeia e o México.
A programação do evento prevê quatro sessões. Na primeira delas, em formato de mesa-redonda, cada ministro ou representante expõe desafios prioritários para seu país, com intuito de explorar temas comuns e potenciais colaborações.
O restante do encontro se divide em três sessões temáticas. Os Estados Unidos propuseram um debate a respeito de bactérias resistentes a antibióticos. O Reino Unido sugeriu como tema oportunidades de larga escala para colaboração em infraestrutura. Já a União Europeia recomendou discussões sobre pesquisa e desenvolvimento para segurança energética.
Na ocasião, o Brasil e o ministro Clelio Campolina Diniz, será representado pelo Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre.
Nobre deve abordar o plano de plataformas científicas e tecnológicas encomendado pela presidenta Dilma Rousseff a Campolina. Ainda não lançada, a iniciativa busca estimular atividades situadas na fronteira do conhecimento com projetos estratégicos para o desenvolvimento nacional.
Sobre a reunião anual
Criado em 1988, como fórum de debates sobre políticas governamentais de ciência e tecnologia, o Grupo Carnegie envolve, atualmente, as nações do antigo G7 – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido –, já que o G8 suspendeu a Rússia por causa da anexação do território ucraniano da Crimeia. Da atual edição, na Inglaterra, também participam representantes de África do Sul, Brasil, China, Índia, México e União Europeia.
Tradicionalmente, durante três dias, os líderes trocam experiências e opiniões sem registro em ata ou compromisso de elaborar uma declaração final. O objetivo é permitir que eles se conheçam pessoalmente e se familiarizem para facilitar contatos futuros, além de aumentar a compreensão acerca das iniciativas dos outros países e identificar oportunidades para colaboração.
“Em reuniões convencionais, às vezes se perde muito tempo com negociação de documentos e não há oportunidade de se discutir em estilo mais franco”, diz Franklin Netto. “Já nos encontros do Carnegie não existe registro. Isso é uma forma de, num nível mais alto, o grupo analisar os temas e até propor encaminhamentos, mas tudo num espírito de informalidade. Não são tomadas decisões vinculantes. Quer dizer, é uma chance importante para catalisar agendas.”
O Brasil participa pela terceira vez consecutiva do encontro. Em 2012 e 2013, o então ministro Marco Antonio Raupp esteve nas reuniões de Konztanz, na Alemanha, e Queenstown, nos EUA. Na sessão de domingo (1º), em Londres, os participantes devem anunciar o país anfitrião do evento para 2015.
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