Ciência e Tecnologia
Integração é caminho para América Latina e Caribe, diz ministro da CT&I
Palestra
Para que os países da América Latina e do Caribe possam aproveitar as oportunidades apresentadas pelo atual momento político-econômico e científico-tecnológico, é preciso que a região se integre efetivamente, avalia o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clélio Campolina Diniz.
Em palestra realizada na Escola Superior de Guerra nesta terça-feira (27), no Rio de Janeiro, Campolina afirmou ser preciso aprimorar quatro dimensões: integração físico-territorial, complementariedade produtiva, integração social e política.
“A principal variável da integração territorial é a construção de uma infraestrutura comum de transporte. A existência de direitos sociais e de mobilidade de trabalho também são essenciais para a integração social”, apontou o ministro. “A definição de interesses comuns da região é chave para a integração política.”
Ele destacou que os planos e as ações comuns devem sempre respeitar as diferenças entre as nações. O ministro citou a Amazônia Sul-Americana como exemplo que questão que deve ser tratada coletivamente. “A América do Sul deve se unir não só para cuidar da segurança territorial da Amazônia, mas também para garantir o adequado desenvolvimento de pesquisas científicas na área”, ponderou o ministro Campolina.
Este projeto conjunto com base na biodiversidade da Amazônia e a intensificação do comércio entre os países latinos e caribenhos, na opinião do ministro, vai fazer com que a região ganhe mais força na economia e na geopolítica mundial. “Isto contribuirá para a consolidação de uma era multipolar na qual os países em desenvolvimento também tenham voz. Atualmente, não se fala apenas em G8, mas em G20, do qual o Brasil faz parte”, afirmou.
O ministro ressaltou o crescimento da participação do produto interno bruto (PIB) conjunto de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul no cenário global. “A participação dos países membros do Brics no PIB mundial quase dobrou. Saltou de 8,7% em 2000 para 15,4% em 2012.”
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