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Ciência e Tecnologia

Ministro apresenta prioridades da pasta para 2014

Planejamento

Entre os destaques estão a nova versão dos 25 institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCTs) e o Plano Inova Empresa
por Portal Brasil publicado: 06/05/2014 21h13 última modificação: 30/07/2014 01h38

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, apresentou nesta terça-feira (6) as ações em andamento e as prioridades da pasta para 2014, durante audiência pública no Senado. 

Para o ministro, a aprovação de propostas em análise no Congresso Nacional é fundamental para o País avançar em ciência, tecnologia e inovação.

A legislação, de acordo com Campolina, é decisiva para “destravar a ponte entre o mundo científico e acadêmico, o sistema governamental, as instituições de fomento e as empresas brasileiras”, ao referir-se à tramitação de projetos no Congresso, como o que institui o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2014, que define as regras para o desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil.

“Eu acho que é fundamental uma articulação entre os órgãos do Executivo, no caso o MCTI, e o Parlamento brasileiro”, destacou o ministro.

Bases

O ministro informou que o orçamento para o ano é da ordem de R$ 7 bilhões, sendo uma parcela para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e outra para a pasta.

Ao falar dos projetos em andamento, o titular do Ministério da Ciência, Tecnologia lembrou que a pasta possui 31 instituições e 125 institutos nacionais de ciência e tecnologia (INCTs). 

"Estamos fazendo uma avaliação de cada um dos resultados. Há vários resultados extraordinários”, disse, citando a produção de uma vacina contra a leishmaniose que o Brasil poderá vender para a Europa.

“Estamos preparando uma nova versão dos INCTs que pega o que tem de mais avançado na comunidade científica e tenta construir as condições de ponte operacional entre ciência, técnica, tecnologia e inovação.” 

Campolina falou ainda sobre o Plano Inova Empresa, lançado no ano passado, que busca tornar as empresas brasileiras mais competitivas no mercado global, por meio da inovação tecnológica e aumento da produtividade.

Lembrou também o programa Ciência sem Fronteiras e ressaltou a importância de enviar estudantes brasileiros para universidades no exterior. Destacou, ainda, o Projeto Sirius – um laboratório acelerador de partículas de luz síncroton que são usadas em várias áreas de pesquisa, como física, química, biologia, geologia, nanotecnologia, engenharia de materiais e até paleontologia. O laboratório está em construção no município de Campinas (SP). 

O ministro acrescentou também que o Brasil vai receber em novembro um navio construído na China para impulsionar a hidroceanografia.

“Em conjunto com a Marinha Brasileira estamos construindo um navio que vai ser um projeto decisivo para pesquisa na área que temos de 4,5 milhões de metros quadrados conhecida como Amazônia Azul”, observou.

Entre as ações recentes, Campolina falou sobre o edital universal com orçamento de R$ 200 milhões para o apoio de projetos de pesquisa que possam contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico do País em qualquer área do conhecimento.

Nova ordem

Segundo Campolina, o Brasil está hoje em sexto lugar em relação à produção industrial no mundo, liderada pela China.

“A constituição do G-20 é um indicador de que a ordem global não pode mais ser governada por um conjunto limitado de países”, afirmou, ao lembrar que no ano 2000 os Estados Unidos detinham 26% da produção industrial.

De acordo com ele, esse novo quadro global gera possibilidades para países como o Brasil. “E nós só vamos conseguir ter uma posição de destaque se fortalecermos a nossa economia, e para isso os investimentos em CT&I são um elemento central”, defendeu.

Ainda segundo o ministro, as mudanças tecnológicas no mundo moderno têm implicações em “todos os aspectos da vida econômica, social e política”.

Fonte:

Ministério de Ciência e Tecnologia

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