Ciência e Tecnologia
Pesquisador aponta modelo do Ibict como ponte para o futuro
Tecnologia da Informação
O cientista social português, Pedro Ferraz, pesquisador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, acredita que as organizações que trabalham com captação, processamento e transferência de informações científicas de ponta, como o Instituto Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict/MCTI), serão a ponte tecnológica entre o passado analógico e o futuro digital.
Ferraz fez as afirmações na palestra Tecnologias a Serviço da Inclusão Social, realizada no auditório do Ibict, nessa terça-feira (13). Para ele, as instituições que trabalham diretamente com o universo da ciência da informação serão agentes decisivos nessa nova ordem informacional.
A razão disto, segundo explica o pesquisador, está no fato de que a sociedade da informação e da comunicação, impactada pela explosão das redes de informação e de relacionamento social, exige das nações o fortalecimento das instituições voltadas para a ciência da informação, área do conhecimento criado especialmente para administrar, regular e dinamizar essa nova realidade.
Em sua opinião, cabe aos governos reconhecer o papel dos institutos de informação científica e tecnológica para que as nações estejam preparadas e alinhadas com as transformações sociais e tecnológicas. “Isso implica necessariamente na adoção de políticas públicas direcionadas para essa transformação global”, observa o Ferraz.
O pesquisador avalia que o Ibict terá duas missões fundamentais na nova ordem digital. A primeira é servir como instrumento de processamento e multiplicação do conhecimento gerado pela pesquisa básica para que os dados possam ser partilhados por toda a sociedade. A segunda é servir de instrumento ativo na transferência de tecnologias inovadoras em ciência e tecnologia para todas as comunidades, das mais avançadas às mais carentes.
Recentemente, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) financiou a adesão da Rede Cariniana, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) ao programa Lockss, da Universidade de Stanford (EUA), desenvolvido para a preservação de periódicos eletrônicos. “O nome praticamente define um dos princípios da segurança da preservação digital”, afirma Miguel Angel Márdero Arellano, coordenador da Cariniana.
O software Lockss vem da sigla em inglês Lots of Copies Keep Stuff Safe (Muitas Cópias Mantêm As Coisas Seguras). Segundo informações da Finep, a importância de se usar uma ferramenta certificada como o Lockers se deve, especialmente, à agilidade e segurança. Os dados sofrem um processo constante de verificação de integridade via peer to peer (entre pares) constantemente. Os acervos poderão ser acessados com prévia autorização do editor ou instituição.
Até o momento, já foi realizada a preservação completa de 372 títulos de periódicos, o que equivale a cerca de 2.700 volumes. Aproximadamente 9200 volumes estão em processamento.
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