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Ciência e Tecnologia

Centro de Dados Compartilhados é inaugurado em Manaus

Amazônia

No campus do Inpa, o CDC Manaus servirá a região e envolve também a RNP, o MEC e a empresa Huawei
por Portal Brasil publicado: 07/05/2014 19h50 última modificação: 30/07/2014 01h38

Passados seis meses do lançamento do projeto piloto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) inaugurou em Manaus o primeiro Centro de Dados Compartilhados (CDC) da Região Norte. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Clelio Campolina Diniz, participou do evento de inauguração por videoconferência e destacou que o novo centro de computação em nuvem é extremamente importante para o desenvolvimento educacional, científico e tecnológico da região amazônica e de todo o Brasil.

“Essas três vertentes do desenvolvimento social são os caminhos decisivos e fundamentais para o desenvolvimento econômico de um país, culminando com a justiça social e a sustentabilidade ambiental. A inovação tecnológica produz reflexos na melhoria de vida de todos os cidadãos e os avanços futuros, sobretudo na área do conhecimento, dependem, fundamentalmente, do avanço das tecnologias de informação e comunicação”, afirmou o titular do MCTI.

Representantes de várias instituições de ensino e pesquisa e autoridades políticas estiveram presentes na cerimônia, entre elas o secretário de Política de Informática do MCTI, Virgilio Almeida, o diretor de Gestão da RNP, Wilson Coury, e o diretor do Inpa, Adalberto Val. Também marcaram presença o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, e o CEO da Huawei do Brasil, Veni Shone.

A solenidade foi realizada, quinta-feira (8), na sede do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), um dos colaboradores da proposta, juntamente com o Ministério da Educação (MEC), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e a empresa chinesa Huawei, que doou parte dos equipamentos ao governo brasileiro. 

A estrutura do CDC Manaus conta com dois contêineres de sistemas (hardware e software) de energização, refrigeração, rede, monitoramento e armazenamento de dados, com capacidade de meio petabyte. A unidade está instalada no Campus 1 do Inpa.

Infraestrutura 

De acordo com o secretário Virgilio Almeida, o CDC é um supercomputador com alta capacidade de armazenamento, compartilhamento e transmissão de dados, que faz parte de uma infraestrutura cibernética.

“Colocar uma infraestrutura como essa aqui no Amazonas é uma atitude simbólica, uma vez que essa é uma região que possui uma rica biodiversidade, ainda pouco explorada, e é, sem dúvida, de grande importância para o Brasil e para o mundo”, pontuou Virgilio.

Na prática, o CDC permite a hospedagem de um grande volume de informações e aplicações de uso das instituições de ensino e pesquisa, reduz custos e aumenta agilidade na disponibilização de capacidade funcional e na capacidade de prevenção das informações, por meio da replicação em ambiente seguro em território nacional.

Ainda segundo o secretário do MCTI, foram investidos, inicialmente, R$ 7 milhões nos dois CDCs (o outro ficará em Recife), gastos no transporte, construção física para suporte dos contêineres, instalação e fornecimento de energia elétrica. As despesas anuais estão estimadas na ordem dos R$ 5 milhões.

Para o diretor do Inpa, Adalberto Val, o envolvimento de cientistas de diferentes áreas do saber faz nascer dados de diferentes estruturas, que requerem capacidades computacionais mais elevadas. “Na Amazônia o processo de inovação foi ampliado, significativamente, e os novos investimentos do MCTI vão auxiliar em novos financiamentos e apoio a pesquisa científica. Os meios estão chegando à Amazônia Legal, trazendo a possibilidade de interligar os centros de pesquisa daqui com o resto do país”, comentou.

 Novos investimentos

Unidade similar será inaugurada, em breve, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Pernambuco (IFPE). Os dois CDCs atenderão a todas as instituições usuárias da RNP, que coordena o projeto de compartilhamento dos dados.

Os centros de dados compartilhados podem ser usados em diferentes áreas: na saúde, permitindo o armazenamento de imagens de cirurgias em ultra-alta definição 4K, produzidas pela Rede Universitária de Telemedicina; na cultura, para preservação e acesso ao acervo do conteúdo audiovisual nacional, como os filmes do Canal 100, sobre o futebol brasileiro, mantido pela Cinemateca Brasileira, além de várias coleções históricas e materiais; na ciência, para o monitoramento do meio ambiente e a biodiversidade; e na gestão e desenvolvimento de tecnologia e inovação, para o acesso a indicadores, plataforma de periódicos científicos e sistemas de avaliação.

“A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa tem a incumbência de interligar esses grupos de estudo às facilidades, que são desenvolvidas pelo Sistema Nacional de Alto Desempenho e pelos CDCs, que são alimentados pelas instituições de pesquisa e que podem ser compartilhados e tratados entre pesquisadores de todo país e de outras partes do mundo”, explicou Wilson Coury, da RNP.

Veni Shone, da Huawei do Brasil, ressaltou que o objetivo da parceria é promover o desenvolvimento educacional nas regiões Norte e Nordeste, abrindo novas fronteiras. A empresa está no Brasil desde 1999 e conta com 3 mil funcionários, sendo 80% de brasileiros, segundo informou.

"A Huawei tem o prazer de doar os sistemas de computação em nuvem para o governo brasileiro, que irão contribuir para projetos de EAD [ensino a distância] nas regiões Norte e Nordeste. Estamos presentes há mais de 15 anos no Brasil e traremos continuamente tecnologia e soluções inovadoras para ampliar cada vez mais nossa participação no país", disse.

 Histórico

A crescente utilização no mercado e as vantagens apresentadas pelas tecnologias de nuvem levaram o MCTI e o MEC a adotá-las na infraestrutura de TIC para o suporte ao ensino e pesquisa no Brasil.

Um dos elementos essenciais para oferta de serviços de computação em nuvem no Brasil é a implantação e operação de datacenters. Com esse objetivo, nasceu uma proposta de parceria com a Huawei durante a visita da presidente Dilma Roussef à China, em abril de 2011, que resultou na doação de dois centros desse tipo ao Brasil. Esses equipamentos serão operados pela RNP.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação 

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