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Secretário lista desafios para fortalecer segmento de TI no País

Tecnologia

Para Virgílio Almeida, Brasil deve integrar diversos setores da economia para fortalecer áreas estratégicas no segmento de Tecnologia da Informação
por Portal Brasil publicado: 14/05/2014 19h36 última modificação: 30/07/2014 01h39

De acordo com pesquisa do International Data Corporation (IDC), o mercado de tecnologias da informação e comunicação (TICs) no Brasil é estimado em US$ 169 bilhões, um dos cinco maiores do mundo.

Para que o País aproveite esta janela de oportunidades, terá de enfrentar desafios, como a geração de novos modelos de negócios e formação de mão de obra qualificada. Esta é a opinião do secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Virgilio Almeida, que representou o ministro Clelio Campolina Diniz na abertura do seminário "A Internet das Coisas: Oportunidades e Perspectivas da Nova Revolução Digital para o Brasil", nesta quarta-feira (14), no Rio de Janeiro.

Segundo Almeida, o Brasil deve também integrar os diversos setores da economia para fortalecer áreas estratégicas no segmento de TICs, como a produção de semicondutores. “Universidades, institutos de pesquisa e áreas de pesquisa e desenvolvimento das empresas têm de atuar de forma integrada e focada na excelência para que o nosso sistema de produção de ciência, tecnologia e inovação alcance o patamar desejado”, avaliou.

O termo internet das coisas descreve tecnologias que permitem ao espaço cibernético alcançar o mundo real dos objetos físicos. O secretário do MCTI lembrou que os objetivos para fortalecer o mercado de TICs só serão alcançados de fato se o avanço tecnológico contribuir para o desenvolvimento do Brasil nos eixos ambiental, econômico e social.

“A internet das coisas tem o potencial de beneficiar a todos, com a modernização da agricultura, da indústria, dos serviços e do dia a dia nas cidades brasileiras”, destacou Virgilio Almeida. “Ela pode trazer comodidade, otimizar sistemas de transporte e energia, melhorar sistemas de saúde e de educação, controlar à distância equipamentos e serviços”, enfatiza o secretário.

A sanção do Marco Civil da Internet pela presidenta da República, Dilma Rousseff, foi citada por Almeida como uma importante conquista para dar segurança a todos os envolvidos na internet das coisas. A legislação estabelece direitos e deveres de usuários, provedores e empresas de telecomunicações.

Segundo ele, a utilização de qualquer bem ou objeto conectado à internet traz um vasto conjunto de desafios. “Alguns deles estão relacionados à implementação em grande escala da internet das coisas no Brasil, como ameaças à privacidade dos cidadãos, proteção de dados pessoais e governança das redes”, disse.

Oportunidades

Também estiveram presentes na abertura do seminário o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Eles apontaram as oportunidades e os caminhos adotados pelo governo federal para desenvolver o mercado de TICs.

Coutinho destacou a maturidade do Brasil para aproveitar as oportunidades ligadas às tecnologias de informação e comunicação. Segundo ele, no passado, “o País perdeu oportunidades” e não pode repetir os mesmos erros. “Estamos em outro momento. Temos a nosso favor, por exemplo, um plano estratégico de longo prazo nesta área em especial e a inflação sob controle como aspecto macroeconômico”, disse Coutinho.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ressaltou que investir na infraestrutura de fibras ótica é uma oportunidade que o Brasil já identificou e busca aumentar o número de municípios com a acesso a essas redes. “Metade das cidades brasileiras ainda não tem acesso à rede de fibra ótica. Precisamos chegar a, pelo menos, 95% dos municípios”, disse o ministro na abertura do seminário.

O evento segue até esta quinta-feira (15) e discutirá questões como o mundo conectado, cidades inteligentes, segurança, tecnologias e habilitadores.

Desenvolvimento de semicondutores

No ramo de semicondutores, em 2008, o governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou por meio de um decreto a Ceitec S.A, uma empresa pública federal especializada no desenvolvimento e na produção de circuitos integrados de aplicação específica (Asics), para os segmentos de mercado de RFID, Wireless Communications e Digital Multimedia.

O Design Center, localizado em Porto Alegre (RS), tem capacidade para desenvolver chips de alta tecnologia, exercendo papel estratégico para a indústria microeletrônica do País. “Já em 2016 teremos condições de produzir inteiramente alguns tipos de circuitos de semicondutores. Vai ser um grande passo para o país”, disse o secretário de Política de Informática do MCTI.

Fonte:

Ministério de Ciência e Tecnologia

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