Ciência e Tecnologia
Secretário lista desafios para fortalecer segmento de TI no País
Tecnologia
De acordo com pesquisa do International Data Corporation (IDC), o mercado de tecnologias da informação e comunicação (TICs) no Brasil é estimado em US$ 169 bilhões, um dos cinco maiores do mundo.
Para que o País aproveite esta janela de oportunidades, terá de enfrentar desafios, como a geração de novos modelos de negócios e formação de mão de obra qualificada. Esta é a opinião do secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Virgilio Almeida, que representou o ministro Clelio Campolina Diniz na abertura do seminário "A Internet das Coisas: Oportunidades e Perspectivas da Nova Revolução Digital para o Brasil", nesta quarta-feira (14), no Rio de Janeiro.
Segundo Almeida, o Brasil deve também integrar os diversos setores da economia para fortalecer áreas estratégicas no segmento de TICs, como a produção de semicondutores. “Universidades, institutos de pesquisa e áreas de pesquisa e desenvolvimento das empresas têm de atuar de forma integrada e focada na excelência para que o nosso sistema de produção de ciência, tecnologia e inovação alcance o patamar desejado”, avaliou.
O termo internet das coisas descreve tecnologias que permitem ao espaço cibernético alcançar o mundo real dos objetos físicos. O secretário do MCTI lembrou que os objetivos para fortalecer o mercado de TICs só serão alcançados de fato se o avanço tecnológico contribuir para o desenvolvimento do Brasil nos eixos ambiental, econômico e social.
“A internet das coisas tem o potencial de beneficiar a todos, com a modernização da agricultura, da indústria, dos serviços e do dia a dia nas cidades brasileiras”, destacou Virgilio Almeida. “Ela pode trazer comodidade, otimizar sistemas de transporte e energia, melhorar sistemas de saúde e de educação, controlar à distância equipamentos e serviços”, enfatiza o secretário.
A sanção do Marco Civil da Internet pela presidenta da República, Dilma Rousseff, foi citada por Almeida como uma importante conquista para dar segurança a todos os envolvidos na internet das coisas. A legislação estabelece direitos e deveres de usuários, provedores e empresas de telecomunicações.
Segundo ele, a utilização de qualquer bem ou objeto conectado à internet traz um vasto conjunto de desafios. “Alguns deles estão relacionados à implementação em grande escala da internet das coisas no Brasil, como ameaças à privacidade dos cidadãos, proteção de dados pessoais e governança das redes”, disse.
Oportunidades
Também estiveram presentes na abertura do seminário o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Eles apontaram as oportunidades e os caminhos adotados pelo governo federal para desenvolver o mercado de TICs.
Coutinho destacou a maturidade do Brasil para aproveitar as oportunidades ligadas às tecnologias de informação e comunicação. Segundo ele, no passado, “o País perdeu oportunidades” e não pode repetir os mesmos erros. “Estamos em outro momento. Temos a nosso favor, por exemplo, um plano estratégico de longo prazo nesta área em especial e a inflação sob controle como aspecto macroeconômico”, disse Coutinho.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ressaltou que investir na infraestrutura de fibras ótica é uma oportunidade que o Brasil já identificou e busca aumentar o número de municípios com a acesso a essas redes. “Metade das cidades brasileiras ainda não tem acesso à rede de fibra ótica. Precisamos chegar a, pelo menos, 95% dos municípios”, disse o ministro na abertura do seminário.
O evento segue até esta quinta-feira (15) e discutirá questões como o mundo conectado, cidades inteligentes, segurança, tecnologias e habilitadores.
Desenvolvimento de semicondutores
No ramo de semicondutores, em 2008, o governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou por meio de um decreto a Ceitec S.A, uma empresa pública federal especializada no desenvolvimento e na produção de circuitos integrados de aplicação específica (Asics), para os segmentos de mercado de RFID, Wireless Communications e Digital Multimedia.
O Design Center, localizado em Porto Alegre (RS), tem capacidade para desenvolver chips de alta tecnologia, exercendo papel estratégico para a indústria microeletrônica do País. “Já em 2016 teremos condições de produzir inteiramente alguns tipos de circuitos de semicondutores. Vai ser um grande passo para o país”, disse o secretário de Política de Informática do MCTI.
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