Ciência e Tecnologia
Abertura da Copa contará com paraplégico com veste robótica
Copa do Mundo 2014
A cerimônia de abertura da Copa do Mundo, nesta quinta-feira (12), na Arena Corinthians, em São Paulo,contará com um jovem adulto paraplégico dará um chute simbólico usando um exoesqueleto, ou veste robótica, controlado pela sua atividade cerebral. A iniciativa faz parte do Projeto Andar de Novo, que permitirá portadores de deficiência física a andar novamente, e será apresentado ao mundo durante o evento.
Na avaliação do neurocientista Miguel Nicolelis, líder do projeto, será só o começo de um futuro em que pessoas com paralisia poderão abrir mão de cadeiras de rodas e, literalmente, andar de novo. O projeto é financiado pela Finep – Inovação e Pesquisa, empresa pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), no valor de cerca de R$ 33 milhões.
O Projeto Andar de Novo é um consórcio formado por centenas de pessoas de universidades e institutos de pesquisa do mundo todo, cujo comando científico é do brasileiro Nicolelis. São cientistas e especialistas de 25 nacionalidades de todos os continentes. O objetivo do projeto é desenvolver uma tecnologia de interface cérebro-máquina que permita a pessoas com mobilidade restringida – como paraplégicos – voltar a andar usando a mente para controlar um equipamento externo, que substituiria os membros inferiores.
Em maio foi concluída a fase de testes. Dessa forma, todos os objetivos científicos, clínicos e tecnológicos dessa fase do projeto foram alcançados. Os resultados serão apresentados à comunidade científica por meio de publicação em revistas científicas nos próximos meses.
No Brasil, a operação do Andar de Novo é liderada pelo Instituto Internacional de Neurociências de Natal – Edmond e Lily Safra (IINN-ELS) com a parceria da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), em São Paulo. Em janeiro de 2013, o projeto recebeu investimento da Finep, que propiciou os recursos necessários para a realização desta fase do projeto no IINN-ELS e a criação nas novas instalações de um laboratório na capital paulista, onde a equipe reunida por Miguel Nicolelis trabalha no desenvolvimento de uma nova forma de neurorreabilitação e de um exoesqueleto.
Leia mais sobre as etapas do projeto, a equipe e a demonstração na Copa do Mundo.
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