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Ciência e Tecnologia

INB testa produção de peróxido de urânio em planta piloto

Programa nuclear

Testes foram realizados em Caetité (BA). Após duplicação da planta química, peróxido de urânio será o produto final da unidade
publicado: 18/06/2014 12h46 última modificação: 30/07/2014 01h40

As Indústrias Nucleares do Brasil (INB) realizaram no início deste mês, em Caetité (BA), os testes em planta piloto para produção de peróxido de urânio, que será o novo produto final da unidade após a duplicação da planta química. Atualmente, o que sai de Caetité é o diuranato de amônia, um pó de coloração amarela, conhecido como yellowcake.

Os testes foram realizados durante uma semana. Segundo o engenheiro de processos da INB, Heraldo Rangel as atividades comprovaram a viabilidade do processo que substituirá o uso de amônia por águas oxigenada (peróxido de hidrogênio).

“A planta piloto, composta por tanques de precipitação e um espessador, simula o processo que a empresa deverá adotar após a duplicação”, relata Rangel. “A amônia exige cuidados especiais quanto ao uso, estocagem e descarte. Já a água oxigenada gera um produto de melhor qualidade e com menos impurezas.”

A unidade da INB em Caetité precisará dobrar sua produção de 400 toneladas para 800 toneladas para atender a demanda nacional que aumentará com a conclusão da usina de Angra 3. O projeto básico de duplicação será realizado por uma empresa a ser contratada em julho. As obras devem começar em meados de 2017.

Sobre a INB

As Indústrias Nucleares do Brasil atuam na cadeia produtiva do urânio,  da mineração à fabricação do combustível que gera energia elétrica nas usinas nucleares. Vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a INB tem sua sede na cidade do Rio de Janeiro e está presente nos estados da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Criada em 1988, a INB sucedeu a Nuclebrás e, em 1994, tornou-se uma única empresa ao incorporar suas controladas - Nuclebrás Enriquecimento Isotópico S.A. (Nuclei); Urânio do Brasil S.A. e Nuclemon Mínero-Química Ltda, absorvendo suas atividades e atribuições.

Fontes: 
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Indústrias Nucleares do Brasil

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