Ciência e Tecnologia
INCTs contribuem para interiorizar ciência brasileira
Inovação
O Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), lançado em julho de 2008, estabeleceu-se como instrumento para fazer avançar a ciência, a tecnologia e a inovação no País. A atuação em rede permitiu ampliar a abrangência dos recursos disponibilizados e possibilitou o trabalho integrado entre pesquisadores de diversas regiões do País.
Uma das estratégias adotadas para estimular a atuação em rede e o avanço da competência nacional para além do eixo Rio-São Paulo, foi a exigência da necessidade de parceria com pelo menos três estados, destaca o coordenador de Apoio a Parcerias Institucionais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), Alcebíades Francisco de Oliveira Junior.
“Os pesquisadores, então, passaram a se organizar para atender o edital, o que fez com que grupos se aproximassem para formar a rede. O que é muito importante porque economiza recursos e esforços e interioriza o conhecimento”, avalia. “Hoje, por exemplo, temos vários laboratórios no Nordeste e no Norte e isso é fruto desse trabalho em rede.”
O programa
O Programa cujo novo formato é desenhado por chamada lançada nesta sexta-feira (6) pelo ministro Clelio Campolina Diniz – tem como meta mobilizar e agregar, de forma articulada com atuação em redes, os melhores grupos de pesquisa em áreas de fronteira da ciência e em segmentos considerados estratégicos para o desenvolvimento sustentável do País. A ação busca também impulsionar a pesquisa científica básica e fundamental competitiva internacionalmente e promover a inovação e o espírito empreendedor, em estreita articulação com as empresas.
Nos últimos cinco anos, a iniciativa – que é coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e operacionalizada pelo CNPq – contou com recursos de aproximadamente R$ 850 milhões, distribuídos em dois editais (2008 e 2010) e investidos em projetos de 126 INCTs que atuam em diferentes áreas de pesquisa.
“A consolidação das competências em determinadas áreas possibilitou reunir pesquisadores em torno de um objetivo e fazer com que eles trabalhassem juntos em redes de pesquisa e compartilhassem equipamentos e recursos”, ressalta Alcebíades Francisco de Oliveira Junior.
Formação
Além de promover o avanço da competência nacional nas devidas áreas de atuação, o programa se responsabiliza diretamente pela formação de jovens pesquisadores e apoia a instalação e o funcionamento de laboratórios em instituições de ensino e pesquisa e empresas, proporcionando melhor distribuição nacional da pesquisa científico-tecnológica e a qualificação do País em áreas prioritárias para o seu desenvolvimento regional e nacional.
“Além de reunir competências, conseguimos levar esses doutores para instituições onde a pesquisa não era valorizada. A atuação em conjunto permitiu o acesso a equipamentos e o aumento da produtividade”, acrescenta Oliveira Junior. Ele avalia que o programa atendeu a sua expectativa inicial, diante do desafio de, por meio dessas redes virtuais, consolidar a qualidade e institucionalizar as competências em muitas áreas, já que muitos desses institutos estão se transformando em centros tecnológicos.
Do total de 126 INCTs existentes no País, 78 então concentrados na região Sudeste, 17 no Nordeste, 15 no Sul do País, 11 no Norte e cinco no Centro-Oeste. Um maior número de institutos (37) atua no campo da saúde, seguido de ecologia e meio ambiente (22), engenharia e tecnologia da informação (13), ciências agrárias e agronegócio (12), ciências humanas e aplicadas (11), exatas (11), nanotecnologia (10) e energia (10).
Investimento
No primeiro edital, em 2008, o programa contemplou 122 INCTs. O edital de 2010 deu prosseguimento às iniciativas consideradas mais promissoras, além de incluir mais quatro institutos, no campo de ciências do mar e de caracterização ambiental. O prazo de conclusão dos projetos em andamento se encerra em 2015.
O programa conta com recursos orçamentários aportados ao CNPq, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) por meio da Finep/MCTI, além da parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), da Petrobras, de fundações de amparo à pesquisa dos estados, do Ministério da Saúde (MS) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de recursos adicionais dos ministérios da Educação (MEC), da Cultura (MinC) e da Integração (MI) para custeio, capital e bolsas de diferentes modalidades.
Saiba mais sobre os INCTs.
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