Ciência e Tecnologia
Jornada retrata produção científica da Embrapa em São Carlos
Pesquisa agropecuária
A 6ª edição da Jornada Científica, promovida pelos dois centros da Embrapa, em São Carlos – Instrumentação e Pecuária Sudeste, segue até esta sexta (6). O evento, realizado na Embrapa Instrumentação, reúne 110 participantes, dos quais 95 apresentam trabalhos científicos, sendo 22 oralmente e o restante no formato de pôster.
Este ano, o número de trabalhos apresentados é 60% superior à última edição, em 2013, e trouxe ao debate 12 temas – agricultura de precisão, agroenergia, biotecnologia, genética e melhoramento animal, genética e melhoramento vegetal, instrumentação agropecuária, meio ambiente, manejo e conservação do solo e da água, novos materiais e nanotecnologia, produção animal, produção vegetal, pós-colheita e qualidade de produtos agropecuários, sanidade animal.
A área de novos materiais e nanotecnologia lidera o número de trabalhos com 29 projetos, seguida de pós-colheita e qualidade de produtos agropecuários com 18. Em terceiro lugar. desponta pesquisas em instrumentação agropecuária e, em quarto, sanidade animal com 8 trabalhos.
Embora a apresentação de trabalhos seja uma exigência do CNPq para concessão de bolsas, a Jornada está se firmando como um mecanismo importante de visibilidade do potencial de pesquisas que está em andamento nos laboratórios das duas instituições da Embrapa e universidades parceiras.
Promovido para estudantes de iniciação científica, o evento está atraindo a atenção de alunos de mestrado e doutorado, que estão aproveitando a oportunidade para também expor projetos. A Jornada, iniciada nesta quinta (6), é considerada como uma boa oportunidade de interação e motivação entre as equipes.
Perspectivas da carreira em pesquisa
Para o coordenador do Programa de Pós-Graduação em Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Ernesto C. Pereira, as perspectivas da carreira em pesquisa após a graduação é promissora. Na palestra de abertura do evento, ele lembrou a dificuldade que os engenheiros encontravam em anos anteriores para conseguir um emprego. "Agora, de cada 50 que se formam, 55 tem vaga garantida".
Porém, para conquistar uma boa colocação, alguns requisitos são necessários na opinião do professor, como o domínio de um segundo idioma, obrigatoriamente o inglês, e um terceiro – chinês ou alemão. "Um engenheiro que se forma sem falar inglês é um profissional desempregado", afirma.
O conhecimento, segundo ele, é obsoleto e tem durabilidade de 15 anos, no máximo. Para não cair neste tipo de armadilha, o coordenador da pós recomenda aos profissionais participarem de programas de pós-graduação, a fim de enfrentar a concorrência do mercado. Ele acredita que este tipo de qualificação represente, entre outros, empregabilidade a médio e longo prazo.
O professor apontou que, no Programa de Pós-Graduação em Química da UFSCar, por exemplo, o percentual de profissionais formados que são empregados pela indústria gira em torno de 5 a 10%, sendo que a maioria ainda é absorvida pela universidade. Em 33 anos de criação, o programa já formou 1.200 profissionais nos níveis de mestrado e doutorado.
Fonte:
Embrapa
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