Você está aqui: Página Inicial > Ciência e Tecnologia > 2014 > 07 > Diretor da AEB destaca uso de satélites na redução do desmatamento

Ciência e Tecnologia

Diretor da AEB destaca uso de satélites na redução do desmatamento

Espacial

Investimentos em satélites nacionais proporcionam uma série de serviços e aplicações para a população, ressalta gestor
publicado: 23/07/2014 17h59 última modificação: 23/07/2014 17h59

A redução do desmatamento na Amazônia ocorreu após a utilização de satélites de monitoramento na região, ressaltou o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), Carlos Alberto Gurgel. Ele ministrou conferência na 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade Federal do Acre (UFAC), em Rio Branco.

“O Brasil já chegou a queimar uma Bélgica por ano na Amazônia e com a utilização dos satélites isso foi reduzido drasticamente”, disse.

Gurgel ressaltou que os investimentos em satélites nacionais, além de garantir autonomia ao país, proporcionam uma série de serviços e aplicações para a população. “Pela dimensão territorial do Brasil, construir, colocar o satélite em órbita e retirar dele as informações que precisamos oferece autonomia ao país e traz benefícios para o setor econômico e toda sociedade brasileira”, afirmou.

Além do controle do desmatamento, o diretor ressaltou que os satélites servem para o monitoramento da cultura da cana-de-açúcar, para observar oceanos e monitorar o nível das represas, entre outras aplicações. “Recebemos informações quase em tempo real do nível das hidrelétricas”, ilustrou.

Brasil no espaço

Entre as ações do programa espacial brasileiro, Gurgel apresentou aos participantes da conferência, composta em sua maioria por estudantes de engenharia, algumas das ações do país no setor. De acordo com ele, o primeiro Satélite de Coleta de Dados nacional, o SCD-1, ao custo de R$ 15 milhões, foi lançado em 1993, e o SCD-2, em 1998. “E ambos estão em funcionamento até hoje”, ressaltou.

O diretor também falou sobre o Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBers, na sigla em inglês), que coleta dados e captura fotografias em todo território nacional. “O primeiro foi lançado em 1999 e em 2003 ocorreu outro lançamento”, disse. Já em 2007, ocorreu o lançamento do CBers-3.

Ao lembrar a falha ocorrida no lançamento do CBers-4 no final do ano passado, Gurgel explicou que o relatório dos chineses (parceiros no programa) revelou entrada de detritos em um dos motores, o que fez com que o foguete não alcançasse a velocidade necessária, como motivo do insucesso da operação. “Após o ocorrido, os engenheiros chineses desmontaram todos os seus foguetes para avaliar se não havia indícios do mesmo problema”, afirmou. Segundo ele, está previsto para o próximo ano o lançamento de mais um CBers.

Entre os projetos inéditos, o palestrante falou sobre o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC). “Ao custo de R$ 1,3 bilhão, o SGDC está sendo construído nesse momento na França e daqui dois anos vai conseguir colocar banda larga no Brasil inteiro”, disse. De acordo com o diretor, deverão ser lançados três satélites no total com vida útil de até 15 anos.

Carlos Alberto Gurgel apresentou também o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e destacou que o Brasil possui o “melhor posicionamento do mundo para lançamentos de satélites”.

AEB na SBPC

Ainda nesta tarde, o chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat Filho, apresenta o tema “Rumo à Lei Geral das Atividades Espaciais no Brasil” numa das sessões especiais programadas. Ele também ministra, de hoje a domingo (27), minicurso sobre o tema “A política e o direito na era espacial”.

Além disso, o Programa AEB Escola tem várias opções de capacitação entre os mais de 50 minicursos que serão oferecidos, com oito horas de duração.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Internet 4G cresceu 120% em um ano no Brasil
Esse tipo de conexão é mais rápida e hoje já cobre quase 1700 cidades. Até o fim deste ano, a 4G deve chegar a todos os municípios com mais de 30 mil habitantes
Brasil lança primeiro satélite geoestacionário
Projeto será utilizado para comunicações estratégicas do governo e implementação do Programa Nacional de Banda Larga
Sinal da TV analógica será desligado em cidades de São Paulo
O sinal analógico de TV será desligado em 39 municípios da região metropolitana de São Paulo (SP). Após mudança, aparelhos de TV mais antigos necessitarão de antena e conversor de sinal digital
Esse tipo de conexão é mais rápida e hoje já cobre quase 1700 cidades. Até o fim deste ano, a 4G deve chegar a todos os municípios com mais de 30 mil habitantes
Internet 4G cresceu 120% em um ano no Brasil
Projeto será utilizado para comunicações estratégicas do governo e implementação do Programa Nacional de Banda Larga
Brasil lança primeiro satélite geoestacionário
O sinal analógico de TV será desligado em 39 municípios da região metropolitana de São Paulo (SP). Após mudança, aparelhos de TV mais antigos necessitarão de antena e conversor de sinal digital
Sinal da TV analógica será desligado em cidades de São Paulo

Últimas imagens

Este é o quarto projeto que será desenvolvido pela Unidade Embrapii INT
Este é o quarto projeto que será desenvolvido pela Unidade Embrapii INT
Divulgação/Petrobras
Um dos projetos selecionados busca criar um nanorepelente natural de longa duração contra o vírus zika
Um dos projetos selecionados busca criar um nanorepelente natural de longa duração contra o vírus zika
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
O contrato com a estatal Combustibles Nucleares Argentinos é de US$ 4,5 milhões
O contrato com a estatal Combustibles Nucleares Argentinos é de US$ 4,5 milhões
Divulgação/MCTIC
Mais de dois mil quilômetros quadrados serão monitorados
Mais de dois mil quilômetros quadrados serão monitorados
Arquivo/MCTI
Em 2012, Brasil e Índia realizaram o primeiro e último encontro bilateral, em Nova Deli
Em 2012, Brasil e Índia realizaram o primeiro e último encontro bilateral, em Nova Deli
Arquivo/Agência Brasil

Governo digital