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Ciência e Tecnologia

Diretor do CNPq sugere que pesquisadores patenteiem descobertas

Reunião da SBPC

Produzir patente exige menos conhecimento e trabalho do que elaborar um artigo científico, destaca gestor
publicado: 25/07/2014 12h11 última modificação: 25/07/2014 12h15

Diante de uma descoberta científica que pode gerar um novo produto ou processo, muitos pesquisadores brasileiros têm dúvida se devem primeiro patenteá-la ou publicar um artigo a respeito. Para o diretor de Cooperação Institucional do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), Paulo Sérgio Beirão, a resposta é clara: “Faça a patente antes da publicação”.

Foi o que afirmou ele na conferência “Publicações ou patentes: um falso dilema da ciência no Brasil”, nesta quinta-feira (24), na Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco.

“Para produzir patente não é preciso saber o porquê, é preciso saber que tal fato acontece. Isso exige menos conhecimento e trabalho do que produzir um artigo científico”, explicou, na 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que segue até domingo (27).

O problema, segundo Beirão, é que nas universidades brasileiras poucos pesquisadores sabem como solicitar patentes. “O assunto surge constantemente na mídia como se houvesse dilema entre publicar e ou patentear”, disse.

Para ele, mesmo com o progresso da ciência brasileira nos últimos anos, que dobrou o número de pesquisadores que publicam artigos, o crescimento do número de patentes brasileiras no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi) ainda é pequeno. “Mesmo duplicando o número de pesquisadores ainda somos menores do que a média mundial”, afirmou.

Diferentemente dos Estados Unidos, onde mais de 96% das patentes se originam fora do setor universitário, os bolsistas do CNPq fornecem parcela substancial da produção de patentes no Brasil, acrescentou o palestrante. “Eles contribuem com quase 40% dessa produção”, observou.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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