Ciência e Tecnologia
Inpa apresenta instrumentos de socialização do conhecimento
Pesquisas da Amazônia
Integrando a programação da ExpoT&C da 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Carlos Bueno, apresentou projetos desenvolvidos e estratégias utilizadas para a socialização do conhecimento produzido no instituto.
De acordo com Bueno, que também é coordenador de Extensão do Inpa (Coex), a missão do Instituto prevê que se realize pesquisa sobre a Amazônia, forme pessoal especializado sobre a região e faça a disseminação dos conhecimentos gerados pelo instituto.
“Na verdade, os conhecimentos muitas vezes são gerados numa linguagem bastante científica e temos que transformar esse conhecimento numa linguagem mais acessível para que um maior número de pessoas possa entender melhor e perceber como a Ciência faz parte do seu dia a dia”, diz Bueno.
O coordenador explica que a Coex trabalha com a questão do empreendedorismo com as Tecnologias Sociais, que são transformadas em resultados de apoio para as comunidades indígenas, os ribeirinhos e os moradores da cidade. “Mas o papel fundamental é a questão do número de pessoas para que tenham acesso à informação científica, à socialização desse conhecimento. Popularizar cada vez mais Ciência, Tecnologia e Inovação”, revela.
Segundo ele, para se chegar a esse objetivo há a necessidade de agregar diferentes pessoas, de diferentes religiões e idades, não só da Amazônia, para que tenham um melhor entendimento da importância da existência de instituições voltadas para gerar este tipo de informação.
A palestra de Bueno também buscou mostrar a experiência do Inpa em áreas de visitação. “Transformamos uma área da instituição numa área de visitação, cuja linguagem do material mostrado é entendível pela população como um todo nos seus diferentes níveis”, comenta o pesquisador.
Além disso, o pesquisador mostrou como o Inpa se utiliza de outras estratégias como forma de atingir um maior número de pessoas nas atividades desenvolvidas no instituto, a exemplo do Projeto Circuito da Ciência, que é realizado mensalmente no Bosque da Ciência, e o Projeto Show das Águas, que acontece uma vez por ano em diferentes municípios do Amazonas.
De acordo com o pesquisador, o Bosque da Ciência, inaugurado em 1º de abril de 1995, recebeu em 19 anos cerca de 1,4 milhão de visitantes. No ano em que o bosque foi inaugurado, aproximadamente 52 mil pessoas visitaram aquele espaço. Em 2013, foram 140 mil visitantes.
“A aproximação das instituições com a população e esta com a natureza é essencial para que um entendimento da natureza esteja mais vivo e presente no interesse das populações, principalmente nos jovens que serão os futuros gestores da nossa Amazônia e do planeta terra”, conta o pesquisador.
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