Você está aqui: Página Inicial > Ciência e Tecnologia > 2014 > 08 > Brasil debate possível adesão a projeto de regulação em nanotecnologia

Ciência e Tecnologia

Brasil debate possível adesão a projeto de regulação em nanotecnologia

Cooperação internacional

NanoReg envolve 64 instituições de 15 países europeus, além da Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão
por Portal Brasil publicado: 06/08/2014 12h49 última modificação: 06/08/2014 12h55

Uma série de discussões em torno da entrada do Brasil no projeto europeu NanoReg, tratando de regulação internacional em nanotecnologia, foi iniciada na última terça-feira (5), pelo governo federal, em reunião no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O NanoReg envolve 64 instituições de 15 países europeus, além de Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão. É coordenado pelo Ministério de Infraestrutura e Meio Ambiente da Holanda.

Na visão do titular da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec), Alvaro Prata, a ligação com o NanoReg é uma oportunidade para o Brasil “se apoiar na experiência de países que já começaram a se preocupar com isso antes de nós”. O secretário sugeriu a redação de uma carta sobre a finalidade de aderir ao projeto europeu para submeter a decisão ao Comitê Interministerial de Nanotecnologia (CIN), coordenado pelo MCTI.

Segundo o coordenador-geral de Micro e Nanotecnologias do MCTI, Flávio Plentz, Brasil, China e Rússia estão em processo de adesão ao projeto. A Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) do ministério recebeu o convite em junho de 2013, durante o Euro Nano Forum, na Irlanda, e colocou a proposta em discussão em workshop de avaliação técnica do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (SisNano), na última semana.

Ainda de acordo com Plentz, a adesão ao projeto europeu pode facilitar o caminho brasileiro rumo à regulação: “A grande vantagem de se entrar no NanoReg é que a gente não vai precisar de fazer tudo que precisaria para regular nanomateriais. Quer dizer, os produtos são compartilhados, de comum acesso entre todos os países e instituições que fazem uso da iniciativa.”

No entanto, conforme defendeu Plentz, a entrada no NanoReg não implica  seguir um modelo de regulação. “Isso é da responsabilidade e é prerrogativa de cada país”, afirmou. “O que o projeto quer garantir é que essas respostas estejam lá harmonizadas de uma maneira internacionalmente referenciada. Todos os métodos e protocolos utilizados têm reconhecimento mútuo, de tal forma, por exemplo, que se um nanoproduto brasileiro é certificado no Brasil, de acordo com os métodos e protocolos criados no NanoReg, automaticamente já vai estar aceito por um organismo fiscalizador ou regulamentador de fora.”

O coordenador ressaltou o fato de o projeto estar ligado a organismos globais que lidam com regulação, como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Organização Internacional para Padronização (ISO) e a Agência Europeia dos Produtos Químicos (Echa).

Antes de aderir ao NanoReg, porém, o país precisa se organizar para responder a exigências do projeto. “Essa estruturação interna, em termos científicos, já está basicamente avançada, com a criação do SisNano, que é um sistema de laboratórios bastante maduros e preparados para fazer pesquisa, mas que teriam que se adequar para fazer pesquisa regulatória.”

Sobre a área e os sistemas

A nanotecnologia é o estudo e a manipulação da matéria numa escala atômica e molecular. Geralmente lida com estruturas com medidas entre 1 a 100 nanômetros. O desenvolvimento de materiais ou de componentes pode estar associado a diversas áreas (como a medicina, eletrônica, ciência da computação, física, química, biologia e engenharia dos materiais) – tecnologia que traz a possibilidade de criação, por exemplo, de produtos mais leves, maleáveis e resistentes.

O SisNano é composto por laboratórios especializados e multiusuários direcionados a pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I) em nanociências e nanotecnologias. Entre os objetivos, o sistema visa mobilizar as empresas instaladas no Brasil e apoiar as suas atividades; promover o avanço científico e tecnológico e a inovação; aperfeiçoar e reforçar a infraestrutura existente, e universalizar esse acesso à comunidade científica do país.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Embrapa pesquisa melhoramento genético da batata
Para falar sobre o assunto, o programa Conexão Ciência entrevistou o pesquisador da Embrapa, Arione Pereira
Banco genético da Embrapa recebe coleção de batatas peruanas
Local abriga coleções de plantas, animais e microrganismos mantidas por instituições parceiras do Brasil e de outros países
Jovem brasileiro se prepara para viagem ao espaço
Treinamento de Pedro Nehme, o primeiro brasileiro civil a ir ao espaço, já começou. Voo suborbital está previsto para o fim do ano
Para falar sobre o assunto, o programa Conexão Ciência entrevistou o pesquisador da Embrapa, Arione Pereira
Embrapa pesquisa melhoramento genético da batata
Local abriga coleções de plantas, animais e microrganismos mantidas por instituições parceiras do Brasil e de outros países
Banco genético da Embrapa recebe coleção de batatas peruanas
Treinamento de Pedro Nehme, o primeiro brasileiro civil a ir ao espaço, já começou. Voo suborbital está previsto para o fim do ano
Jovem brasileiro se prepara para viagem ao espaço

Últimas imagens

Reagentes do teste estão em produção e serão distribuídos para centros de pesquisa e laboratórios do País
Reagentes do teste estão em produção e serão distribuídos para centros de pesquisa e laboratórios do País
Divulgação/Fiocruz
Satélite deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016
Satélite deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016
Divulgação/Finep
Melhores classificados representarão o Brasil nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2017
Melhores classificados representarão o Brasil nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2017
Divulgação/MCTI
Pesquisadora Rose Monnerat diz que bioinseticida pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti
Pesquisadora Rose Monnerat diz que bioinseticida pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti
Divulgação/Embrapa
Radares Atlas e Adour foram modernizados
Radares Atlas e Adour foram modernizados
Divulgação/AEB

Governo digital