Ciência e Tecnologia
Pesquisador do Inpa conquista prêmio na área de ciências agrárias
Pesquisas da Amazônia
Atuando há quase 40 anos em conservação e melhoramento genético de espécies hortícolas na região amazônica, o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) Hiroshi Noda foi contemplado no Prêmio Fundação Bunge 2014, na área Ciências Agrárias – Produtividade Agrícola Sustentável.
"Foi com muita surpresa que recebi a notícia de ter sido escolhido para o Prêmio da Fundação Bunge. Não esperava ser contemplado. Trata-se de uma premiação nacional; jamais pensei que um dia iria receber esse prêmio", revela Hiroshi Noda que será agraciado em cerimônia a ser realizada em 22 de setembro, em São Paulo, na categoria Vida e Obra.
Noda é reconhecido dentro e fora do Amazonas por ter desenvolvido uma variedade de tomate denominada "Yoshimatsu", que tem boa adaptação ao cultivo no trópico úmido e alta resistência contra a bactéria causadora da "murcha bacteriana", um dos principais fatores limitantes ao cultivo em áreas com alta umidade relativa do ar.
No Inpa, o programa de melhoramento genético do tomateiro teve início a partir de 1975. Segundo a instituição, o tomate é a mais importante hortaliça convencional estudada e as pesquisas de seleção genética são conduzidas para melhorar as características agronômicas relacionadas à qualidade do fruto.
Esta é a segunda vez que um pesquisador do Inpa recebe o Prêmio Fundação Bunge. Em 2010, o pesquisador Niro Higuchi, do Laboratório de Manejo Florestal, foi contemplado com a premiação por ter ajudado a elaborar, em 2007, um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).
O prêmio
Criado em 1955, o Prêmio Fundação Bunge é uma forma de reconhecimento para incentivar a inovação e a disseminação do conhecimento sendo concedido anualmente a personalidades de destaque em diversos ramos das Ciências, Letras e Artes em duas categorias: Vida e Obra e Juventude. Os candidatos não são inscritos, mas indicados por universidades e representantes de entidades científicas.
Fontes:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
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