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Ciência e Tecnologia

Programa irá estimular pesquisas estratégias para o SUS

Cooperação

Pastas de Ciência, Tecnologia e Inovação, Educação e Saúde irão apoiar iniciativa da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
por Portal Brasil publicado: 14/08/2014 15h35 última modificação: 14/08/2014 15h35
Divulgação/MCTI Na reunião de assinatura do acordo de cooperação também foram apresentados dados sobre pesquisas clínicas no País

Na reunião de assinatura do acordo de cooperação também foram apresentados dados sobre pesquisas clínicas no País

Os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, da Educação, Henrique Paim, e da Saúde, Arthur Chioro, assinaram um acordo de cooperação técnica para instituir o Programa Ebserh de Pesquisas Clínicas Estratégicas para o Sistema Único de Saúde (Epecsus).

Iniciativa da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh/MEC), o programa envolverá o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa/MS), cujos presidentes também assinaram o acordo de cooperação selado nessa quarta-feira (13).

Pelo documento, o MCTI se compromete a implementar medidas que promovam a sinergia e a integração do programa junto a outras iniciativas de desenvolvimento científico e tecnológico e inovação no âmbito nacional; a participar do processo de monitoramento e avaliação do programa; e a contribuir, no que couber, com o aprimoramento contínuo do programa.

O presidente da Ebserh, José Rubens Rebelatto, detalhou o objetivo de sistematizar a pesquisa clínica em hospitais universitários federais: "Esse programa é muito mais uma ação no sentido de organizar, de criar algo que funcione sistematicamente, do que de financiamento. A ideia é atender prioritariamente as necessidades de insumos estratégicos do SUS".

Campolina ressaltou o esforço conjunto para sistematizar, dar coerência e intensificar as atividades de pesquisa clínica no País. "Nosso empenho deve ser exatamente para articularmos ações, para ampliar nossa cooperação e sinergia", afirmou o ministro. "Não tem sentido pensar ciência e tecnologia sem buscar soluções para os problemas concretos que o país precisa enfrentar."

"Nós estamos na verdade organizando um processo que já ocorre frequentemente e, com isso, vamos dar oportunidade para mais hospitais [fazerem pesquisa clínica], pois vemos que existe uma distribuição concentrada dessas atividades", disse Paim. "Essa iniciativa é fundamental porque de fato vai promover um alinhamento entre os ministérios e garantir uma ampliação da pesquisa clínica e, ao mesmo tempo, uma melhor distribuição pelas unidades."

Na avaliação de Chioro, a assinatura do acordo é um passo relevante para a pesquisa – uma das principais dimensões estratégicas dos hospitais universitários, segundo ele.

Estudos

Responsável pela gestão de 23 hospitais ligados a 19 universidades federais, a Ebserh deve iniciar o programa Epecsus por suas unidades. "Hoje, fontes informam que existem cerca de 170 mil estudos de pesquisa clínica em todo o mundo, com um mercado de aproximadamente US$ 40 bilhões de investimentos", observou a assessora de Ensino e Pesquisa do órgão, Cláudia Cunha. "O Brasil, segundo essas mesmas fontes, concentra 2,5% desses estudos e um mercado de aproximadamente US$ 140 milhões."

Conforme explicou Cláudia, pesquisas clínicas são estudos realizados em seres humanos com objetivo de testar a segurança e a eficácia de insumos para a saúde. "Elas são etapas fundamentais, imprescindíveis ao registro sanitário de medicamentos, vacinas, kits diagnósticos e equipamentos", definiu. "Na perspectiva da saúde, o registro sanitário subsidia a incorporação e aquisição desses insumos pelo SUS. Do ponto de vista da ciência, tecnologia e inovação, essas pesquisas integram o processo de desenvolvimento de produtos passíveis de ingressarem no mercado e serem competitivos."

O presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, defendeu que a pesquisa clínica é um espaço propício para parcerias público-privadas. Já para o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, a inovação em fármacos e medicamentos é um gargalo histórico do país e um mercado extraordinário no mundo. O presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, também assinou o acordo de cooperação.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação  

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