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Cidadania e Justiça

Projeto quer impulsionar agricultura orgânica no RJ

Desenvolvimento tecnológico

Objetivo é disponibilizar alternativas técnicas e conhecimentos que favoreçam o processo de transição agroecológica
por Portal Brasil publicado: 12/08/2014 19h14 última modificação: 12/08/2014 19h14

O projeto 'Socialização de conhecimentos e desenvolvimento tecnológico voltados à agroecologia e à produção orgânica no estado do Rio de Janeiro', recém aprovado pela Faperj, pretende impulsionar a agricultura orgânica no estado do Rio de Janeiro.

A iniciativa conta com a participação de 45 pesquisadores, professores, extensionistas rurais e agricultores. Coordenado pelo pesquisador da Embrapa Agrobiologia José Guilherme Marinho Guerra, tem o objetivo de disponibilizar aos agricultores fluminenses alternativas técnicas e novos conhecimentos que favoreçam o processo de transição agroecológica de suas unidades agrícolas.

"O projeto está em sintonia com as demandas crescentes dos consumidores de todas as regiões do estado do Rio de Janeiro pela disponibilização de produtos orgânicos", argumenta o pesquisador.

Segundo José Guilherme, o projeto vai viabilizar ações de pesquisa para o desenvolvimento de novas práticas e insumos agropecuários, durante os próximos dois anos.

"Nosso desejo é que possamos fortalecer as ações conduzidas pelos parceiros institucionais com vistas à apoiar os agricultores fluminenses que corajosamente têm acreditado na gestão de suas unidades de produção dentro do manejo orgânico e que depositam confiança na nossa capacidade de buscar soluções agroecológicas para que todos tenham uma vida melhor", disse.

Expectativas

A equipe prevê o estudo e o desenvolvimento de pelo menos dois fertilizantes orgânicos para a produção de hortaliças e de duas práticas que envolvam o uso de adubos verdes para a melhoria da fertilidade do solo. Estão previstas ainda avaliação e indicação de cultivares de tomate e feijão adaptadas ao manejo orgânico no estado.

Além disso, serão avaliadas e introduzidas pelo menos duas novas cultivares de café resistentes à ferrugem (doença que ataca os cafeeiros, levando frequentemente à perda de colheitas e de plantações inteiras), para que possam ser utilizadas com mais segurança pelo produtores fluminenses.

Como no sistema orgânico não é possível utilizar produtos químicos, como os agrotóxicos, é importante pesquisar formas alternativas de evitar doenças e pragas. Para isso, o projeto prevê o estudo do potencial de algumas leguminosas para atração de inimigos naturais dessas pragas. A intenção é que ao final do projeto seja possível indicar alguns tipos de coberturas vegetais para serem utilizadas como criatório aberto de agentes naturais de controle.

Transferência

O projeto tem como foco as regiões Serrana, Centro Sul, Médio Paraíba, Noroeste e as Baixadas Litorânea e Fluminense. Estudantes de graduação e pós-graduação de Ciências Agrárias e áreas afins, técnicos, agricultores e extensionistas rurais que atuam nessas localidades devem ser atendidos por meio de cursos, oficinas, dias de campo e visitas técnicas à unidades de experimentação.  

A intenção é contribuir para a formação de técnicos qualificados em práticas e conceitos agroecológicos que possam atuar como agentes multiplicadores junto aos agricultores.

A Embrapa Agrobiologia é uma das 47 Unidades Descentralizadas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Localizada no município de Seropédica (RJ), possui um quadro técnico de 150 colaboradores, sendo 67 assistentes, 40 analistas e 43 pesquisadores. Suas principais linhas de pesquisa são agroecologia e produção orgânica, microbiologia e insumos biológicos, recuperação de áreas degradadas, genética molecular e bioquímica, bem como indicadores de sustentabilidade.

Fonte:
Embrapa 

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