Ciência e Tecnologia
Satélite de Brasil e China passa por testes térmicos
Pesquisas espaciais
Satélite construído por Brasil e China em parceria cumpriu mais uma fase das atividades de montagem, integração e testes (AIT). Os ensaios térmicos foram concluídos na sexta-feira (22) por especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) e da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast) que trabalham em conjunto no centro chinês, em Pequim.
Nesta fase, o satélite sino-brasileiro foi submetido aos testes de balanço térmico (TBT) para checar se o projeto térmico está funcionando de acordo com o especificado e também ajustar os modelos matemáticos térmicos que serão utilizados mais tarde para prever as temperaturas em várias condições orbitais.
Também foi realizado o teste termovácuo (TVT), que simula as temperaturas altas e baixas que o satélite irá enfrentar no espaço para averiguar o funcionamento de seus vários subsistemas e uma possível degradação dos materiais.
"Nestes testes todos os equipamentos e subsistemas do satélite são testados exaustivamente por aproximadamente 20 dias seguidos com alternância de calor e frio. Se durante os testes é identificado alguma anomalia, é possível resolver antes do lançamento", explica o engenheiro Antonio Carlos de O. Pereira Jr., do Inpe.
A impossibilidade de conserto em órbita torna imprescindível a simulação em Terra de todas as condições que o satélite irá enfrentar desde o seu lançamento até o fim de sua vida útil no espaço.
Programa Cbers
Satélites de sensoriamento remoto são uma poderosa ferramenta para monitorar o território de países de extensão continental, como o Brasil e a China, que em parceria mantêm o Cbers (China-Brazil Earth Resources Satellite). O programa é um exemplo bem-sucedido de cooperação em matéria de alta tecnologia e é um dos pilares da parceria estratégica sino-brasileira.
O lançamento do CBERS-4, inicialmente programado para 2015, foi antecipado para dezembro de 2014 após a falha ocorrida com o foguete chinês, no final de 2013, que causou a perda do Cbers-3. Antes, foram lançados com sucesso o Cbers-1 (1999), Cbers-2 (2003) e Cbers-2B (2007).
As imagens obtidas a partir dos satélites da série Cbers permitem uma vasta gama de aplicações – desde mapas de queimadas e monitoramento do desflorestamento da Amazônia, da expansão agrícola, até estudos na área de desenvolvimento urbano.
Fontes:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
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