Ciência e Tecnologia
Instituto Mamirauá implanta tecnologia renovável em barcos regionais
Inovação e sustentabilidade
Opção para gerar energia renovável a partir da radiação solar, os sistemas fotovoltaicos ganham cada vez mais espaço. A luz solar, abundante na região Amazônica, tornou-se uma alternativa viável e interessante para geração energia. Pensando nessa realidade, o Instituto Mamirauá, organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), desenvolve diversos projetos que disseminam este tipo de tecnologia.
Os barcos regionais que são utilizados nas atividades de campo, principalmente de pesquisa, receberam sistemas fotovoltaicos. Segundo o coordenador do Núcleo de Inovação e Tecnologias Sustentáveis do Instituto Mamirauá, Josivaldo Modesto, explica que as células solares foram instaladas em três embarcações.
"Os sistemas fotovoltaicos autônomos têm módulos solares cujas potências variam de 80 a 140 Whatts-Pico, conforme o tamanho do barco. A energia gerada pelos módulos é acumulada em baterias automotivas de 150 Ampere/Hora e o sistema ainda conta com controladores de carga e um dispositivo que controla a entrada e a saída da energia nas baterias", explica Josivaldo Modesto.
O consumo desse tipo de energia pelos barcos será acompanhado constantemente. Com os dados, o instituto acredita que será possível determinar as melhores condições de utilização da energia solar, em escala cada vez maior.
O sistema fotovoltaico vai gerar eletricidade para ser usado em sistemas mais simples, como iluminação e equipamentos auxiliares de navegação. Os equipamentos que necessitam de mais energia para funcionar serão ligados ao motor diesel.
Ações sustentáveis
Neste semestre, o Instituto também iniciou o monitoramento das atividades de criação de bubalinos e bovinos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, no Amazonas. A iniciativa é realizada com o objetivo de atualizar os dados coletados em duas edições anteriores, uma em 2005 e outra em 2010.
De acordo com o técnico florestal Fábio Paz, a proposta é ampliar o conhecimento sobre a dimensão e a dinâmica das atividades pecuárias. "Esse levantamento visa buscar informações sobre o impacto que essa atividade pode causar na floresta, já que trata-se de uma entre as várias atividades econômicas praticadas ali, voltadas para arrecadação de capital e reserva de bem".
No levantamento de 2010 foi observado que a pecuária era praticada por 58 famílias, em 58 áreas de pastejo, a maioria em terra firme, e com um total de 735 cabeças de gado, sendo que 60% desse total eram bubalinos e 40% bovinos. Esses dados servem como base de comparação para o estudo iniciado em 2014.
O estudo também visa subsidiar o Plano de Gestão da Reserva Amanã, observando o impacto que essa atividade pode causar nessa unidade de conservação e sua importância social, podendo indicar caminhos de manejo nas áreas de pastagem.
Essas ações fazem parte do projeto Participação e Sustentabilidade: o Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central (BioREC), desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com financiamento do Fundo Amazônia.
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