Ciência e Tecnologia
Lançamentos marcam abertura da Semana de C&T na Fiocruz
Popularização da ciência
A abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) na Fiocruz foi marcada pelo lançamento da edição especial sobre tuberculose da revista Ciência Hoje, primeiro fruto da parceria recentemente firmada entre a Fiocruz e a publicação. Também foi lançado o vídeo 'Profissão Cientista', produzido pelo Observatório da Juventude de Ciência e Tecnologia da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio.
Coordenada pela Vice-Presidência de Ensino, Informação e Comunicação e pelo Museu da Vida, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), a 11ª edição da SNCT traz como tema "Ciência e tecnologia para o desenvolvimento social". Confira a programação completa.
“Temos uma necessidade contínua de divulgar ciência com qualidade, o que representa sempre um desafio”, destacou o coordenador adjunto de Pós-Graduação da Fiocruz, Milton Moraes, ao citar o lançamento da revista.
Em seguida, os participantes puderam assistir ao vídeo Profissão cientista, que conta a trajetória de seis pesquisadores da Fiocruz: Claudio Tadeu Daniel-Ribeiro, Jane Costa, José Augusto Nery, Lorelai Kury, Márcia Chame e Márcio Félix. Após o lançamento, foi realizado um bate-papo com os integrantes da produção.
Informação científica
Presente na mesa de abertura do encontro, o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, destacou que a divulgação científica é extremamente cara ao dia a dia da sociedade brasileira. Gadelha ilustrou a declaração afirmando que muitas das escolas agendadas para a SNCT cancelaram a visita à Fundação por conta do caso suspeito de ebola que chegou à Instituição na semana passada.
“Essa atitude, por si só, já mostra a imprescindibilidade desse trabalho de educação científica, de popularização e de percepção pública da ciência, de capacidade da população entender ciência e interferir nos seus rumos, no seu cotidiano e no futuro do país e do planeta”, disse. Segundo Gadelha, no caso específico do Brasil, tivemos uma atuação eficaz em relação ao caso.
Ciência como produção cultural
O presidente da Fiocruz lembrou que a sociedade já conhece o que significa um período de exclusão. “Conhecemos esse período com a hanseníase e também com as redes sociais, quando mal utilizadas”, destacou. “Por isso, a importância da divulgação científica, da comunicação. Ciência é um processo e uma produção cultural. Não é feita como algo fora da sociedade, somente num laboratório. Ela sofre os efeitos das mentalidades, da política de um paÍs”, ressaltou Gadelha.
A vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação, Nísia Lima, também apontou a importância do debate provocado pela Semana. “O tema é Ciência e a tecnologia para o desenvolvimento social, o que coloca em foco questões essenciais do ponto de vista da sociedade, aspectos que vão muito além do desenvolvimento econômico”, disse.
Atrações
A agenda de atrações da SNCT continua até domingo (19), com jogos, exposições, cinema, música, teatro, contação de histórias e bate-papo com escritores e pesquisadores.
Na sexta-feira (17), a partir de 9h, ocorrerá um bate-papo sobre ebola, com pesquisadores da Organização Internacional Não-Governamental Médicos sem Fronteiras, e também com a infectologista do INI Otília Lupi, no Auditório do Museu da Vida, no Campus Manguinhos, no Rio de Janeiro. As atividades também vão ocorrer no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, e serão levadas ao Palácio Itaboraí, em Petrópolis, e ao Parque da Cidade, em Brasília.
Fonte:
Fiocruz
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