Ciência e Tecnologia
MCTI e instituto norte-americano discutem cooperação na área de saúde
Apoio internacional
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, recebeu, na quinta-feira (13), a visita do diretor associado de Relações Internacionais do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid, na sigla em inglês), Gray Handley.
A reunião teve por objetivo tratar da cooperação do Brasil com os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, conhecidos pela sigla NIH (National Institutes of Health).
Participaram da audiência o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, Carlos Nobre, e representantes da Coordenação-Geral de Biotecnologia e Saúde e da Assessoria de Assuntos Internacionais (Assin) do MCTI, bem como do Niaid.
No encontro foi mencionada a carta de intenções assinada, em maio, entre o MCTI, o Ministério da Saúde (MS) e os NIH, por ocasião da visita do diretor geral da instituição, Francis Collins. A parceria tem como foco o desenvolvimento de pesquisas e de sistemas de saúde; melhorias em promoção, prevenção, controle e tratamento de doenças infecciosas e parasitárias; e enfermidades não transmissíveis.
Financiamento de projetos
O documento resultou no lançamento de uma chamada conjunta – por intermédio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) –, que recebeu 62 propostas.
A iniciativa busca financiar projetos que visem promover, estimular ou expandir as atividades de pesquisa colaborativa básica, translacional e aplicada entre pesquisadores estadunidenses e com pesquisa já em andamento no âmbito dos NIH e pesquisadores brasileiros.
O apoio é destinado a projetos de pesquisa nas áreas de câncer associado a infecções, alergia, imunologia, e/ou doenças infecciosas (com particular interesse pelas doenças negligenciadas: como malária, tuberculose, influenza, leptospirose, doença de Chagas, dengue e leishmaniose), incluindo HIV/Aids.
Investimento
No total, os investimentos brasileiros somam R$ 5,5 milhões, entre recursos do CNPq e do Ministério da Saúde, incluindo valores voltados para o pagamento de bolsas no âmbito do programa Ciência sem Fronteiras. Estima-se apoiar 25 projetos de cerca de R$ 220 mil cada para o financiamento de itens de custeio capital e bolsa.
Pelo lado americano, houve lançamento de um anúncio de oportunidade de financiamento (FOA, na sigla em inglês) com recursos da ordem de US$ 3 milhões.
Plataformas do Conhecimento
Na reunião foram apresentados os resultados da cooperação, que se originou no âmbito da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos de Cooperação Científica e Tecnológica em 2012.
Também se discutiu a possibilidade de uma nova chamada e de parceria em outras iniciativas. O ministro Clelio Campolina destacou o Programa Nacional das Plataformas do Conhecimento (PNPC), que busca elevar o patamar e o impacto da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no Brasil. A iniciativa está em construção e tem a área de saúde como um dos setores a serem contemplados.
As plataformas são arranjos público-privados, que articulam competências com base em uma infraestrutura de CT&I de última geração, com instituições de pesquisa e empresas. A ideia é que elas sejam estruturadas pela lógica da resolução de problemas, orientadas pela demanda de interesses estratégicos do País.
"Queremos colocar os cientistas e as empresas para trabalhar juntos", disse Campolina sobre o PNPC. "Sabemos que não é fácil combinar esses aspectos", acrescentou, lembrando que o programa se inspira em experiências de outros países, como os EUA e a China.
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