Ciência e Tecnologia
Ministério e Exército discutem parceria no Plataformas do Conhecimento
Cooperação
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, e o chefe de Ciência e Tecnologia do Exército, general Sinclair James Mayer, se reuniram para articular as possíveis parcerias dentro do Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento (PNPC), na quinta (27), em Brasília (DF) .
Ambos apontaram questionamentos e articulações na área de defesa cibernética. O titular do MCTI apresentou a estrutura do programa,lançado em junho, que tem por objetivo elevar o patamar e o impacto da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no País.
A iniciativa prevê a implantação de até 20 plataformas no período de dez anos, em áreas como agricultura, saúde, Amazônia, aeronáutica, naval e equipamentos submarinos, manufatura avançada, tecnologias da informação e da comunicação (TICs), defesa e mineral.
A expectativa é que o Exército possa ser parceiro na área de Tecnologias da informação e Comunicação (TICs), por exemplo, que tem a defesa cibernética como um dos seus desdobramentos.
"A possibilidade de fazer uma interface maior com o Exército seria muito importante", ressaltou Campolina, ao destacar a expertise militar em pesquisas nas áreas de fronteira do conhecimento. Já o general Mayer elencou os diversos projetos inovadores em andamento na instituição e ressaltou a facilidade da corporação para o desenvolvimento de softwares.
"Temos um centro de desenvolvimento de software, como a Marinha tem, e estamos utilizando essa capacidade para implementar os nossos sistemas", informou o chefe de Ciência e Tecnologia do Exército, que convidou o titular do MCTI para conhecer as instituições científicas e tecnológicas militares e o Centro de Defesa Cibernética, instalado em Brasília.
Uma nova audiência entre representantes do Exército e da Secretaria de Política de Informática do MCTI (Sepin) será marcada para discussão das possíveis ações conjuntas.
Sobre o programa
O PNPC está ligado a um comitê técnico composto pelo MCTI e pelos ministérios da Educação (MEC) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mais as pastas envolvidas em cada tema.
A ideia é que as plataformas funcionem como arranjos público-privados e articulem competências em uma infraestrutura de CT&I de última geração, com instituições de pesquisa para a resolução de problemas, demandas e interesses estratégicos do país, gerando conhecimento, produtos e processos de alto impacto.
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