Ciência e Tecnologia
Semana de C&T apresenta projetos inovadores em Vitória (ES)
Popularização da ciência
Expositores da 3ª Feira de Ciências e Engenharia (Fecieng) apresentaram suas ideias durante a 11ª Semana Estadual de Ciência e Tecnologia, entre 12 e 15 de novembro. O evento foi realizado na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em Vitória (ES).
A iniciativa reuniu mais de 300 estandes com projetos inovadores, além de atividades espalhadas por todo o campus. O tema da edição abordou "Ciência e tecnologia para o desenvolvimento social".
Objetivo era apresentar inovações que podem contribuir de alguma forma para a melhoria de vida.
Os alunos da escola Alto Jatibocas, do município de Itarana, trouxeram uma invenção cujo foco é a preservação ambiental: o projeto "biocitrus: gasolina verde", em que o combustível é feito através do limoneno extraído da casca de frutas cítricas.
A ideia surgiu da percepção dos estudantes, moradores de zona rural, ao perceberem que, ao aproximar a casca de uma laranja ao fogo, ela queimava. Eles visaram à busca por fontes energéticas mais limpas e sustentáveis, de forma a preservar o meio ambiente, reduzindo a poluição e a exploração dos recursos não renováveis.
Por meio de um processo químico que envolve a combustão, em uma panela de pressão improvisada, eles separaram a água da substância com hidrocarbonetos e, após esse processo, a mesma pode ser transformada em combustível para veículos.
Layene Rodriques, uma das alunas responsáveis pelo experimento, disse que esse pode ser o combustível do futuro por ser autossustentável. "A matéria-prima são as cascas de frutas. Não há desperdício em nenhum momento, pois até as cinzas são usadas depois como fertilizantes de plantação", explicou.
Outro projeto que chamou a atenção foi o "dessalinizador sucata", da escola Wallace Castelo Dutra, de São Mateus. A ideia surgiu da dificuldade da região onde moram, o Balneário de Guriri, em ter água potável para o uso. Em um cenário de água salobra, os alunos criaram um processo de dessalinização tendo como fonte energia limpa, vinda do sol.
O sistema utiliza energia solar para fornecer aquecimento à água. Após o aquecimento, a água passa por um processo de radiação e em seguida, através da ebulição, por um processo de destilação simples, os sais são separados da água, que fica disponível para a reutilização no uso doméstico e também para o banho, por exemplo.
Para a professora orientadora do invento, a utilização de uma fonte gratuita, torna o projeto uma boa saída para a população que sofre com a impureza da água. "Começamos a pensar no projeto a partir de nossa realidade. Guriri tem uma água muitas vezes imprópria o dessanilizador é uma alternativa para reutilização da água", explicou Silvia Pelição Batista.
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