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Ciência e Tecnologia

Programa TI Maior alcança resultados positivos, destaca gestor

Tecnologia da informação

De acordo com avaliação do secretário do MCTI, Virgilio Almeida, resultados contribuem para ampliar inovação e competição no setor
por Portal Brasil publicado: 22/12/2014 17h31 última modificação: 22/12/2014 17h57

Segundo o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Virgilio Almeida, o primeiro demo day (dia de demonstração, em tradução livre) internacional promovido pelo Start-Up Brasil, no estado norte-americano da Califórnia, insere-se entre os resultados positivos do Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (TI Maior).

Para Virgilio, o número de investidores presentes mostrou que os talentos brasileiros estão no "radar internacional" e indicou o sucesso da iniciativa realizada no coração do Vale do Silício.

"O evento foi fundamental para o Brasil mostrar o seu caráter inovador e competitivo no setor de software e tecnologia da informação [TI]", observou. 

A iniciativa foi realizada no dia 9 de dezembro, em São Francisco (Estados Unidos), reunindo 11 startups brasileiras, que presentaram seus projetos inovadores a 40 investidores locais.

Inovação

"O Start-Up Brasil visa fortalecer o empreendedorismo no mundo digital e ampliar a base de startups e aceleradoras no Brasil", explica o secretário. 

O encontro foi promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), como o apoio do MCTI e da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) e sob a coordenação da Rocket Space, empresa californiana contratada para dar suporte ao evento.

"O Start-Up Brasil visa fortalecer o empreendedorismo no mundo digital e ampliar a base de startups e aceleradoras no Brasil", explica o secretário. 

Centros Globais de P&D

Virgilio também destaca a atração, nos últimos dois anos, de seis Centros Globais de Pesquisa e Desenvolvimento como outra iniciativa de sucesso no âmbito do programa TI Maior.

Seis empresas assinaram memorandos de entendimento com o MCTI para instalar os centros no País: Microsoft, Intel, EMC2, SAP e as chinesas Baidu e Huawei.

Elas receberão bolsas que serão destinadas a estudantes brasileiros de pós-graduação e pesquisadores interessados em passar temporadas trabalhando em pesquisa avançada nessas unidades.

Segundo ele, como a indústria de software e de tecnologia da informação são extremamente inovadoras e baseiam-se, essencialmente, em pesquisa e desenvolvimento, trazer os centros globais para o país é trazer parte da pesquisa avançada que ocorre no mundo inteiro, para que essa cultura "se espalhe pelas empresas no Brasil", contribuindo para que as empresas produzam e gerem produtos de software competitivos globalmente.

A expectativa, diz Virgilio, é ampliar a presença brasileira no mercado global de software. "O Brasil é um grande mercado e as exportações da indústria de software poderiam ser muito maiores".

Pesquisa avançada e geração de produtos

Virgilio destaca que os centros globais dominam o processo de fazer a conexão entre a pesquisa avançada e a geração de produtos inovadores. De acordo com ele, embora o Brasil tenha um sistema de pós-graduação avançado e organizado e tenha produzido um grande número de alunos qualificados, é preciso fortalecer a ligação entre o conhecimento e a geração de produtos e riquezas.

"Nós precisamos ampliar a ligação entre o que se faz nas universidades e aquilo que é utilizado pelas empresas para fazer novos produtos. Esses centros globais fazem isso no exterior e nós temos que trazê-los para fazer parte do ecossistema brasileiro de tecnologia da informação e comunicação", ressalta o secretário.

Capacitação

Outra ação de grande impacto, diz o secretário, é o projeto Brasil Mais TI, que busca despertar a vocação e capacitar jovens com potencial profissional do setor. Para isso, são oferecidos 30 cursos gratuitos a distância, de acordo com as demandas de mercado, com mais de 1,5 mil horas de capacitação. 

Segundo o último balanço da Secretaria de Política de Informática (Sepin/MCTI), mais 140 mil pessoas foram treinadas pelo projeto. "Os números mostram que os objetivos colocados foram realizados, e a ideia é continuar trabalhando para que esses números que indicam as ações e os resultados do programa continuem a crescer", disse Virgilio.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação 

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