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Ciência e Tecnologia

Projeto Sirius mudará patamar mundial da luz síncrotron, afirma gestor

Radiação

De acordo com diretor, Antonio Roque, iniciativa irá permitir imagens em alta resolução. Investimentos permitem avanços significativos na área
por Portal Brasil publicado: 22/12/2014 12h44 última modificação: 22/12/2014 12h44

O projeto Sirius, a nova fonte de luz síncrotron brasileira, mudará o patamar mundial de geração desse tipo de radiação. A avaliação é do diretor do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), Antonio José Roque.

O gestor ainda aponta a possibilidade de novas frentes de pesquisa e destaca que o País passará a sediar a quarta geração de aceleradores de partículas, ao lado da Suécia, onde está o Max 4.

"No Brasil, hoje, o síncrotron é de segunda geração. Então o Sirius vai, de certa forma, conseguir pular uma etapa e permitir que a comunidade brasileira de ciência e tecnologia tenha um brilho nessa faixa de raios-X na ordem de bilhões de vezes maior do que ela tem hoje, permitindo experimentos impossíveis atualmente", explica o diretor.

O projeto foi apresentado pelo diretor, na quarta-feira (17), aos assessores e gestores de secretarias ligadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O contrato de construção do prédio foi assinado na sexta-feira (19). Na ocasião, o ministro Clelio Campolina Diniz anunciou a concessão de 100 bolsas para pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

Financiamento

Pensado nas próximas décadas, o projeto prevê expansões pra até 40 linhas de luz. A construção do prédio, das 13 linhas de luz e de todos os aceleradores está prevista para ser concluída até 2020, a um custo total da ordem de R$ 1,3 bilhão. O fornecimento de radiação em luz síncrotron já começará  em 2018.

 Os equipamentos permitem a realização de investigação em nível atômico e molecular de materiais orgânicos e inorgânicos e tem aplicações em praticamente todas as áreas científicas e tecnológicas: física, química, biologia, geologia, energia e meio ambiente.

"Com esta estrutura consegue-se dizer quais são os átomos que compõem um material, como estão distribuídos no espaço, como são as suas ligações e, através disso, pode-se obter informações, desenhar e entender a função de qualquer material", explica José Roque. 

Para Roque, um dos diferenciais do projeto tem sido a parceria com empresas brasileiras. "A terraplanagem já está pronta e a obra está se iniciando agora neste final de dezembro. Uma obra extremamente complexa do ponto de vista da engenharia civil, que terá como executora a Racional Engenharia e o prazo de execução previsto é de 40 meses", informa.

O terreno onde as instalações serão construídas, de 250 mil metros quadrados, foi desapropriado pelo governo do estado de São Paulo.

Histórico

O LNLS faz parte do complexo do CNPEM, instalado em Campinas.  Aberto aos usuários em 1997, é responsável pela operação da única fonte de luz síncrotron da América Latina.

"No início do projeto, no começo da década de 80, o número de usuários era menos que uma dúzia. Hoje, 2 mil ou mais pessoas já o utilizaram", ressalta José Roque. 

Segundo o diretor, o avanço é resultado do apoio de instituições, como o CNPq e o MCTI, nos últimos anos, o que possibilitou a contratação de jovens físicos brasileiros, engenheiros e técnicos, que foram treinados durante o processo de execução do laboratório.

"Ao longo de dez anos, eles conseguiram construir o primeiro anel.  Algo que eu poderia definir como uma epopeia da ciência brasileira, que é sair do nada e conseguir construir um acelerador complexo que colocará o país em uma posição de liderança internacional", observa.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação 

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