Ciência e Tecnologia
Cemaden aprimora protocolos de alertas de cheias
Monitoramento do Rio Madeira
Os pesquisadores da área de hidrologia do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Cemaden/MCTI) estão na região de Porto Velho e do município de Guajará-Mirim (RO), para realizar o monitoramento dos níveis do Rio Madeira e mapear os pontos vulneráveis às inundações, principalmente, nos trechos das rodovias BR-364 e RO-425.
Os dados técnicos coletados sobre a evolução das cheias visam aprimorar os novos protocolos de alertas à população, para que sejam antecipados estes alertas sobre os impactos nas áreas vulneráveis a inundações e alagamentos.
Os primeiros levantamentos indicam que, neste ano, haverá impactos da cheia sazonal do Rio Madeira, uma vez que a vazão está aumentando. O nível na barragem de Jirau (a 120 quilômetros de Porto Velho) vem se mantendo constante (em torno de 90 metros).
Porém, o nível do rio próximo ao distrito de Abunã (localizado a 230 quilômetros de Porto Velho) tem subido ligeiramente em razão do aumento da declividade da superfície da água e da vazão.
Na terça-feira (27), a vazão do Rio Madeira era de 34 mil metros cúbicos por segundo. Quando o rio superar essa vazão, ao chegar próximo a 45 mil metros cúbicos por segundo, é possível que ocorra o início da inundação da Rodovia BR-364, no trecho próximo ao antigo distrito Mutum-Paraná (a 90 quilômetros de Porto Velho).
Trabalho integrado
Além dos levantamentos, os pesquisadores do Cemaden têm trabalhado de forma integrada a outras instituições envolvidas no monitoramento e alerta às cheias do Rio Madeira.
Na semana passada, participaram da reunião coordenada pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad/MI), com a presença de representantes da Agência Nacional de Água (ANA), da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), além das Defesas Civis de Rondônia e do Acre.
Na ocasião, o Cemaden apresentou a previsão de chuvas sobre a área da bacia hidrográfica na região de Porto Velho. Os dados mostraram que as precipitações de até 200 mm acumuladas em 10 dias estão dentro da média na região das nascentes das bacias dos Rios Beni e Madre de Dios. No entanto, existe possibilidade de inundações em áreas vulneráveis, inferiores às ocorridas no mesmo período em 2014.
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