Ciência e Tecnologia
RNP participa da operação de monitoramento do Sisu
Segurança de dados
Responsável pelo Sistema Unificado de Seleção (Sisu), o portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) é alvo de milhões de acessos no mês de janeiro, quando abrem as inscrições para as mais de 200 mil vagas em universidades públicas oferecidas aos que se classificados pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Para garantir a disponibilidade do sistema nesse período, é montada uma operação de segurança, que envolve equipes do Ministério da Educação (MEC) e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), responsável pela rede acadêmica brasileira, a Ipê.
Desde a 0h do dia 13 de janeiro, quando foram divulgados os resultados do Enem 2015, essas equipes estão mobilizadas para monitorar, 24 horas por dia, o fluxo de tráfego nos sites do ministério, entre eles as páginas do Enem e do Programa Universidade para Todos (ProUni).
Em outras datas, a operação é repetida para processos do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
Além disso, pelo seu Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança (Cais), a RNP atua no tratamento de ataques cibernéticos que possam ocorrer nesses domínios, a fim de não prejudicar os candidatos que acessam esses portais.
Incidentes de segurança
Segundo o coordenador de Gestão de Incidentes de Segurança da RNP, Edilson Lima, um tipo de ataque comum aos sites que recebem grandes volumes de acessos como o Sisu é o DDoS, ataque de negação de serviço, em que uma rede de computadores infectados, chamada Botnet, simula requisições de acessos a fim de sobrecarregar o sistema e derrubar o serviço alvo do ataque.
Nesse tipo de incidente, o site que está sendo atacado não consegue identificar se a requisição é do candidato ou se é gerada por uma rede de máquinas infectadas. "É nesse momento que entra a RNP, monitorando o tráfego e aplicando ações de bloqueio das requisições indevidas", explica Lima.
Para essa operação, além de plantonistas online 24 horas nas áreas de Operações, NOC e Cais, um analista do centro acompanhará na sede do MEC, em Brasília, os momentos mais críticos desse processo.
"Na suspeita de qualquer tipo de ameaça, as equipes atuam na mitigação do problema", comenta o especialista em segurança. "É feita a análise técnica dos tipos de pacotes trafegados considerando tipo e origem. Com base nessas características, são aplicados alguns filtros de bloqueio e o fluxo atacante nem chega à infraestrutura do MEC."
O plantão para monitorar a operação do MEC vai até a divulgação dos resultados do ProUni, no dia 31.
RPN
A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) provê a integração global e a colaboração apoiada em tecnologias de informação e comunicação para a geração do conhecimento e a excelência da educação e da pesquisa.
Desde 2002, é uma Organização Social (OS) vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e mantida por esse em conjunto com os ministérios da Educação (MEC), Cultura (MinC) e Saúde (MS).
Pioneira em 1992 como rede nacional de acesso à internet no Brasil, a RNP tem como principal incumbência promover o desenvolvimento tecnológico e apoiar a pesquisa de tecnologias de informação e comunicação, criando serviços e projetos inovadores e qualificando profissionais.
Para isso, fornece às instituições públicas de pesquisa e de ensinos superior e tecnológico infraestrutura de redes avançadas que viabiliza e facilita a pesquisa colaborativa em diversas áreas do conhecimento. Por meio de aplicações dessa rede, possibilita a realização de projetos e a implementação de políticas públicas nas áreas de tecnologia, educação, saúde e cultura.
Rede Ipê
Operada pela RNP, a rede Ipê é uma infraestrutura de rede Internet dedicada à comunidade brasileira de ensino superior e pesquisa, que interconecta universidades e seus hospitais, institutos de pesquisa e instituições culturais.
Inaugurada em 2005, foi a primeira rede óptica nacional acadêmica a entrar em operação na América Latina.
Seu backbone foi projetado para garantir não só a velocidade necessária ao tráfego de internet de aplicações básicas (navegação web, correio eletrônico e transferência de arquivos), mas também ao tráfego de serviços, aplicações avançadas e projetos científicos, e à experimentação de novas tecnologias, serviços e aplicações.
Fontes:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
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