Meio Ambiente
Série do Museu Goeldi sobre animais começa pela cutia
Viva a Fauna Livre
Quem visita o Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCTI), em Belém (PA), já está acostumado com o corre-corre das cutias por entre as alamedas.
Pequena, ligeira, arredia e comilona, a cutia é o primeiro animal a ser apresentado durante a série Viva a Fauna Livre, que convida o leitor a conhecer mais sobre a natureza regional com foco em alguns dos animais criados fora do cativeiro no local.
Além de se informar, o leitor poderá baixar arquivos com os personagens em miniatura mostrados na série e imprimi-los em papel para montar. Das 15 espécies animais vistas soltas no parque, a cutia está entre as mais conhecidas.
Circulam ali aproximadamente 100 exemplares de duas espécies: a Dasyprocta leporina e a Dasyprocta prymnolopha. O que algumas pessoas não imaginam é que essas pequenas atuam como dispersoras de sementes e, consequentemente, ajudam na manutenção das matas.
Esses mamíferos roedores são capazes de fazer reservas de alimento no solo, enterrando sementes e desenterrando nos períodos de escassez de comida. Quando as sementes são esquecidas, germinam e viram plantas. Desta característica nasceu a fama de semeadoras das cutias.
Comer é uma das suas atividades favoritas, e sua dieta é basicamente composta por folhas, frutos, raízes e sementes. No Parque Zoobotânico do MPEG, elas obtêm alimentação natural e complementação alimentar feita pelos veterinários periodicamente.
Hábitos e reprodução
A cutia pode viver até 18 anos e normalmente tem hábitos diurnos, exceto quando se sente ameaçada por predadores. Nesse caso passa o dia em sua toca e sai ao anoitecer.
Cada fêmea gera em torno de 1 a 3 filhos, em um período de gestação de três meses. Ciumentas e superprotetoras, as mães não deixam os pais se aproximarem dos filhotes após o nascimento. A reprodução das cutias pode acontecer até duas vezes ao ano.
Curiosidade
O acasalamento exige uma série de rituais. Para conquistar uma fêmea, o macho costuma lançar jatos de urina sobre elas ou ainda vibrar a cauda para chamar a atenção.
Divirta-se
Quer ter uma miniatura em papel da cutia? Baixe seu personagem, imprima e aprenda como montar no vídeo tutorial ou no canal no Youtube do Museu. Depois, imprima e monte. Dê um nome à sua cutia, faça uma foto e compartilhe nas mídias sociais usando a hashtag #VivaAFaunaLivre.
O autor da foto mais criativa ganhará um prêmio surpresa e um par de ingressos para conhecer a fauna livre do Parque Zoobotânico.
Fontes:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Museu Paraense Emílio Goeldi
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