Ciência e Tecnologia
Brasil e China querem estreitar parcerias em CT&I
Encontro
Representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação reuniram-se nesta terça-feira (17) com o vice-ministro de Ciência e Tecnologia da China, Cao Jianlin, e sua delegação.
Os dois países têm diversas ações em andamento em ciência, tecnologia e inovação, em setores como nanotecnologia e biologia. A delegação chinesa expressou interesse na cooperação com o Brasil em relação aos parques tecnológicos, área em que o país asiático tem tradição e expertise.
Participaram do encontro o secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Alvaro Prata; o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do ministério, Armando Milioni; e o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), José Raimundo Coelho.
"A China tem usado os parques tecnológicos como importantes instrumentos de desenvolvimento econômico e até social. Eles tratam os parques tecnológicos como ambientes de inovação; são iniciativas mais ampliadas que no Brasil", disse Prata.
"Hoje, 13% do Produto Interno Bruto [PIB] do país é oriundo dos parques tecnológicos", informou o secretário, ao acrescentar que, em 2012, o PIB chinês somou US$ 8,2 trilhões.
Para estreitar o diálogo nessa direção, o MCTI e a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Iniciativas Inovadoras (Anprotec) estão organizando um seminário sino-brasileiro sobre parques tecnológicos, a ser realizado ainda neste ano, no Parque Tecnológico São José dos Campos, localizado do município paulista de mesmo nome. "Nós queremos dividir e aprender com a China a experiência de gerenciamento de parques tecnológicos", afirmou Prata.
A delegação chinesa está no País em função da 4ª Reunião de Altas Autoridades de Ciência, Tecnologia e Inovação dos Brics (bloco formado pelo Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), realizada ao longo desta terça-feira, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.
Amanhã (18), Brasília sedia o 2ª Encontro de Ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação dos Brics. O primeiro ocorreu em 2014, em Cape Town, na África do Sul, e resultou Declaração da Cidade do Cabo.
Programa espacial
O programa espacial CBers (China-Brazil Earth Resources Satellite, Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) também esteve na pauta da reunião ocorrida no MCTI.
Em dezembro de 2014, o CBers-4 - quinto exemplar do programa de satélites de sensoriamento remoto desenvolvido por meio da parceria - foi lançado com sucesso do Taiyuan Satellite Launch Center, em Pequim.
Os dois países discutiram hoje ações futuras no âmbito da iniciativa. "O CBers não é apenas um programa bilateral, ele já se tornou uma marca", ressaltou o presidente da AEB, José Raimundo Coelho.
Iniciado nos anos 1980, o CBers é coordenado pela AEB e desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) e pela Academia Chinesa de Tecnologia Espacial.
Sobre o CBers
Os governos do Brasil e da China assinaram em 6 de Julho de 1988 um acordo de parceria envolvendo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e a Cast (Academia Chinesa de Tecnologia Espacial) para o desenvolvimento de um programa de construção de dois satélites avançados de sensoriamento remoto, denominado Programa CBers.
Com a união de recursos financeiros e tecnológicos entre ambos os países, num investimento superior a US$ 300 milhões, foi criado um sistema de responsabilidades divididas (30% brasileiro e 70% chinês), tendo como intuito a implantação de um sistema completo de sensoriamento remoto de nível internacional.
Fonte:
Portal Brasil com informações sobre Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
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