Ciência e Tecnologia
Brasil sedia encontro de prevenção a ameaças químicas
Rio de Janeiro
Acontece, ao longo desta semana no Rio de Janeiro, o curso básico de "Assistência e Proteção em Resposta a Emergências Químicas para Estados Partes da América Latina e do Caribe da Convenção para Proibição de Armas Químicas (Cpaq)".
A ideia é capacitar profissionais com elementos teóricos e práticos para que estejam aptos a identificar e prevenir ameaças provocadas por agentes químicos.
O evento é promovido pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), em parceria com os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), das Relações Exteriores (MRE) e da Defesa (MD).
Pela primeira vez, as instruções são realizadas em cooperação entre a Marinha do Brasil e o Exército Brasileiro, sob a supervisão do MCTI e do MD.
Enfoque
As atividades são voltadas a representantes civis e militares do Brasil e de mais 16 nações que integram a Cpaq. O curso inclui exercícios de detecção e descontaminação, bem como o planejamento e a preparação de resposta a emergências químicas.
Emergências químicas podem ser definidas como um evento inesperado que envolve o uso de armas químicas ou acidentes com produtos químicos perigosos em alta proporção, o que pode afetar a segurança e a saúde da comunidade, com possíveis impactos ao meio ambiente e danos a propriedades públicas ou privadas.
O acidente nuclear na central de Fukushima-Daiichi (Japão), ocorrido em março de 2011, e o vazamento do reator nuclear em Chernobil (Ucrânia), em 1986, são exemplos de emergência química.
Integração e comprometimento
Por meio da Coordenação Geral de Bens Sensíveis, o MCTI exerce as atividades pertinentes à Autoridade Nacional brasileira frente à Cpaq.
Segundo o coordenador geral de Bens Sensíveis do ministério, Sérgio Frazão, o curso fortalece a inserção do governo brasileiro nos esforços para a integração regional e para o estreitamento das relações entre o País e as comunidades latino-americana e brasileira.
"Nesse caso em especial, para o desarmamento e a não proliferação das armas químicas, bem como a assistência e proteção nas emergências químicas", afirma Frasão.
Grandes eventos
Para o conselheiro do MRE Guilherme Frazão Conduru, com a chegada de grandes eventos esportivos no Brasil, como os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, planejar e organizar ações nesse sentido são desafios. "A realização desse curso mostra a importância que a Opaq tem para o País", disse.
O oficial superior de Assistência e Proteção da Opaq, Justo Quintero Mendez, explicou que a Opaq tem por objetivo de alcançar os propósitos da Convenção para Proibição de Armas Químicas, "que não proíbe o uso de armas químicas para as áreas industrial, agrícola e farmacêutica, por exemplo. Mas proíbe o uso mal intencionado."
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