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Ciência e Tecnologia

Pesquisadores realizam necropsia de baleia no Maranhão

Resgate animal

Após operação, especialistas do Instituto Mamirauá realizaram coleta biológica para posterior investigação da causa do óbito
por Portal Brasil publicado: 03/03/2015 11h16 última modificação: 03/03/2015 11h16
Instituto Mamirauá Ao chegar ao local do encalhe, pesquisadores e técnicos constaram que o animal já estava em processo de decomposição

Ao chegar ao local do encalhe, pesquisadores e técnicos constaram que o animal já estava em processo de decomposição

Especialistas em mamíferos aquáticos do Instituto Mamirauá e técnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Maranhão realizaram a necropsia da fêmea de baleia-minke-antártica que morreu após encalhe na costa maranhense, na semana passada.

Com mais de 9 metros de comprimento, o espécime foi avistado no município de Turiaçu, a seis horas de São Luís (MA), na segunda-feira (23). O mamífero foi imediatamente devolvido ao mar pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu no dia seguinte. A necropsia foi realizada dois dias depois.

Foi a primeira vez que essa espécie de baleia foi vista no estado, conforme explica a bióloga Nathali Ristau, pesquisadora associada ao Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos Amazônicos do Instituto Mamirauá.

"A espécie tem sua distribuição conhecida para o Hemisfério Sul, porém em águas oceânicas. Outros registros da espécie já foram relatados na Costa Norte, nos Estados do Pará e Amapá, porém é o primeiro no Maranhão."

Trabalho da equipe

Ao chegar ao local do encalhe, pesquisadores e técnicos constaram que o animal já estava em processo de decomposição. Ele foi necropsiado e teve amostras biológicas coletadas para estudos e investigação da causa do óbito.

A equipe já se mobiliza para recuperação da ossada do animal, que poderá integrar parte do acervo osteológico do Instituto Mamirauá e ser uma fonte importante para os estudos de mamíferos aquáticos.

"As causas dos encalhes são diversas, podendo ser classificadas como naturais e não naturais", relata Nathali.

"As não naturais estão diretamente relacionadas às ações humanas, como interações com a pesca, colisões com embarcações ou poluição ambiental, por exemplo. Em outros casos pesquisadores do Brasil já detectaram infecção por morbilivírus em animais encalhados, o que pode ocasionar desorientação no animal."

Saiba mais

O Instituto Mamirauá integra a Rede de Encalhes e Informações de Mamíferos Aquáticos do Brasil, que estabelece diretrizes para o atendimento nesses casos.

Segundo Nathali Ristau, o objetivo das ações desenvolvidas é a conservação e a preservação, o que não seria possível sem o apoio de entidades públicas.

"Encalhes de mamíferos aquáticos são frequentes em todo o mundo, entre os cetáceos [baleias, botos e golfinhos], sirênios [peixes-boi] e os pinípedes [focas, morsas, lobos e leões-marinhos]. Representam a maior fonte de informações sobre essas espécies", afirma a pesquisadora.

Fontes:
Instituto Mamirauá

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação 

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