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Ciência e Tecnologia

Pesquisador brasileiro é destaque em lista de citações a cientistas

Referência

Atuante na área da conversão eletroquímica de energia, Ernesto Gonzalez foi um dos cinco profissionais incluídos na Higly Cited Researchers
por Portal Brasil publicado: 09/06/2015 17h12 última modificação: 09/06/2015 17h12

O pesquisador Ernesto Gonzalez foi um dos cinco profissionais que atuam no Brasil incluídos na lista de mais citados no mundo no ano de 2014, a Higly Cited Researchers. Gonzalez atua especialmente na área da conversão eletroquímica de energia e é doutor em fisioquímica pela Universidade de Buenos Aires e professor titular da Universidade de São Paulo (USP) por mais de 20 anos. Ele teve 5.170 citações no Web of Science.

O número de citações é entendido entre a comunidade científica e acadêmica como um indicador de qualidade. Quando um trabalho é citado por um cientista em outro artigo, vira uma espécie de referência na área de pesquisa.

Os outros pesquisadores citados na lista são: Paulo Artaxo, também da USP;  Alvaro Azevum, do Hospital do Coração; Adriano Nunes-Nesi, da Universidade Federal de Viçosa (UFV); e o dinamarquês Sven Wunder, que atua na organização não-governamental Center for International Forestry Research (Cifor), sediada no Brasil há dez anos.

Trajetória

Ernesto Gonzalez publicou 223 trabalhos, teve outros 248 em anais de eventos, escreveu oito capítulos de publicações e dois livros. Aos 77 anos, já recebeu 26 prêmios.

Gonzalez recebeu incentivo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) no início das pesquisas em células a combustível, tema ao qual se dedicou nas décadas de 70 e 80, com atividades motivadas pela crise do petróleo de 1973.

Segundo explicou o professor, faltava profissionais qualificados na época. Foi por meio de bolsa do CNPq, em 1980, que ele fez estágio por um ano no Los Alamos National Laboratory, nos Estados Unidos. Ao retornar ao Brasil, criou um grupo na área de eletroquímica dedicado a pesquisa e desenvolvimento em células a combustível. O grupo permanece ativo até hoje e é uma referência nacional na área.

A crise petrolífera motivou um interesse internacional pelas fontes de energia alternativas ao uso de combustíveis fósseis com preferência para as energias solar e eólica. "Visto a dificuldade de armazenar essas energias, surge um grande interesse pela chamada economia do hidrogênio", conta o professor Gonzalez. 

"O hidrogênio é um combustível conhecido por séculos, mas não é uma fonte primária de energia, já que no estado livre existe na natureza somente em pequenas quantidades. Assim, a economia do hidrogênio compreende a produção, armazenamento, distribuição e uso do hidrogênio, o que faz deste combustível um vetor energético", completa.

Nas décadas seguintes, o pesquisador se dedicou a outras atividades. A que considera mais importante é a introdução do uso dos álcoois, no lugar do hidrogênio, como combustíveis para a célula.

Fonte:

Ministério de Ciência e Tecnologia

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