Ciência e Tecnologia
Estudo aponta soluções para segurança hídrica na Paraíba
Gestão hídrica
Pesquisa realizada na Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba, aponta soluções para a segurança hídrica do semiárido da Paraíba, com a gestão eficiente dos grandes reservatórios de água da região. Um deles é o açude Epitácio Pessoa, localizado em Boqueirão (PB), que tem capacidade de armazenamento de aproximadamente 411 milhões de m³ de água. Atualmente, o açude vive uma fase crítica, apresentando apenas 16% de volume, segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa).
O reservatório abastece cerca de 700 mil usuários, distribuídos em 18 municípios paraibanos, incluindo Campina Grande, que tem mais de 400 mil habitantes. No entanto, em dezembro de 2014, o açude entrou no nível de alerta, com 24% de sua capacidade, o que levou a Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa) a fazer um racionamento. Hoje, o corte do fornecimento de água chega a 60 horas semanais no município.
Para reverter essa situação, a pesquisadora Tereza Helena Costa Nunes desenvolveu o estudo "A gestão do reservatório Epitácio Pessoa e regras de operação otimizadas", dentro do mestrado em Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Federal de Campina Grande. O estudo fez uma análise da gestão do açude Epitácio Pessoa, tanto nos períodos de crise hídrica como também de abundância de chuvas.
A pesquisadora propõe a retirada dos maiores volumes de água do reservatório nos períodos de cheia. Segundo ela, se as perdas de água no extravasamento e pela evaporação forem mais bem gerenciadas, os impactos da escassez hídrica serão minimizados.
"A única medida para diminuir ou evitar uma crise hídrica é a gestão dos recursos, com acompanhamento, planejamento, fiscalização de outorgas, seguindo a Política Nacional de Recursos Hídricos. Como vivemos em uma região semiárida, a seca é um fenômeno cíclico, por isso a gestão das águas, além de eficiente, precisa ser contínua, tanto em períodos de seca quanto em períodos de abundância hídrica", afirmou.
O estudo foi feito no âmbito do Projeto Bramar, uma cooperação entre Brasil e Alemanha para o desenvolvimento de alternativas tecnológicas e a gestão integrada dos recursos hídricos no Nordeste brasileiro.
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