Ciência e Tecnologia
Projetos de apoio a pessoas com deficiência são discutidos em Brasília
Tecnologia assistiva
Pesquisadores da área de tecnologia assistiva de todo o Brasil, contemplados com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para o desenvolvimento de projetos e produtos voltados às pessoas com deficiência, participaram esta semana do Encontro nacional na sede da Pasta, em Brasília (DF). O evento, coordenado pela Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis/MCTI), teve por objetivo dialogar sobre a tecnologia assistiva no País e avaliar o andamento de cada um dos projetos que receberam recursos da Pasta. O encontro foi realizado entre segunda (23) e terça-feira (24).
Tecnologia assistiva é o termo utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida Independente e inclusão.
Por meio de um edital lançado em 2013, o MCTI investiu R$ 13 milhões em 75 projetos de tecnologia assistiva em todo o território nacional. Os recursos são provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI), que contribui com R$ 10 milhões, e da Secis, que alocou os R$ 3 milhões restantes.
"São projetos apoiados pela Secis relacionados à área de tecnologia assistiva. Colocamos recursos para os núcleos de tecnologia assistiva do País para desenvolver projetos que beneficiem pessoas que tenham algum tipo de deficiência", explicou o diretor do departamento de Ações Regionais para Inclusão Social do MCTI (Deare), Osório Coelho.
Ele ressaltou que, a partir de agora, é preciso esperar a conclusão dos projetos e, posteriormente, a entrega dos produtos. "O nosso desafio é fazer com que os produtos que estão sendo desenvolvidos ganhem mercado e beneficiem a população que tem deficiência", disse.
Projetos contemplados
A Universidade do Estado do Pará (Uepa) integra o quadro dos projetos contemplados. De acordo com a coordenadora do Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade da instituição, Ana Irene Alves, seis projetos já foram desenvolvidos por meio dos recursos disponibilizados pelo MCTI.
Segundo ela, a universidade já entrou com o pedido de patente da roupa biocinética, composta por elásticos que atuam contra a ação errada do músculo patológico e, com isso, facilitam a ação correta. "Nós já fizemos registro de patente da roupa biocinética e agora estamos tentando fazer a transferência de tecnologia para alguma empresa para chegar ao mercado nacional. Acredito que até o meio do próximo ano a gente esteja comercializando essa roupa", projetou.
Fonte: Portal Brasil, com informações do MCTI
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